Assembleia da Liga suspensa após discussão acesa

Bruno Mascarenhas, do Sporting, e Paulo Gonçalves, do Benfica, em troca de palavras agressivas desvalorizadas pelo presidente da AG.

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Mário Costa, presidente da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (FPFP), desvalorizou o incidente que marcou o encontro desta sexta-feira, na sede daquele organismo, no Porto, em que os representantes de Sporting e Benfica, Bruno Mascarenhas e Paulo Gonçalves, foram protagonistas numa discussão que inviabilizou a continuação da assembleia.

A reacção agressiva de Paulo Gonçalves a uma “provocação” de Bruno Mascarenhas, em protesto pela presença do assessor jurídico do Benfica, arguido no caso e-Toupeira, levou Mário Costa a interromper os trabalhos, como o próprio confirmou na conferência de imprensa subsequente.

O líder da AG da LPFP enfatizou a forma “tranquila, pacífica embora viva e dinâmica” como se processaram os trabalhos, optando por valorizar o que “de bom” se passou numa reunião “participada”, em que estiveram presentes 32 clubes/SAD (apenas o Santa Clara faltou, justificadamente) e em que “todas as propostas foram aprovadas”.

O novo modelo de governação da Liga e das equipas B – que passam a reger-se por ciclos de dois anos, em vez dos três anteriores – dominaram a sessão, tendo ficado decidido que a II Liga acolherá cinco equipas B em vez de seis, sendo que o prazo limite para registo de candidaturas expira a 10 de Maio.

O tema Gil Vicente ficou adiado para 27 de Maio, tendo sido dado um voto de confiança ao presidente da Liga na procura de uma solução.

Questionado directamente sobre a discussão entre os representantes de Sporting e Benfica, Mário Costa não desmentiu o sucedido, ainda que tenha desvalorizado o que considerou ser uma situação “normal, pontual e sem impacto, que faz parte do dia-a-dia”, acrescentando não ter existido “nenhum tipo de insulto", resumindo tudo a uma “discussão acesa” e a “fait-divers”.