PSD critica estratégia do Governo mas não rejeita Programa de Estabilidade

Projecto de resolução social-democrata pede reformas e saúda trajectória do défice.

CDS e BE também terão projectos de resolução sobre o mesmo tema
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CDS e BE também terão projectos de resolução sobre o mesmo tema Miguel Manso

O projecto de resolução do PSD sobre o Programa de Estabilidade do Governo (2018-2022) recomenda que o Governo prossiga a “importante redução do défice e da dívida pública”, exige reformas estruturais e critica a estratégia seguida. Mas não suscita expressamente a rejeição do Programa de Estabilidade, ao contrário do CDS que tem uma resolução nesse sentido.

No texto divulgado esta tarde, os sociais-democratas apelam a que o Governo adopte um “outro caminho de consolidação orçamental” que não esteja assente na “actual estratégia de aumento da carga fiscal para máximos de sempre”, na “redução do investimento público para mínimos históricos” que têm estado associados a “elevadas e arbitrárias cativações” e a um aumento da despesa corrente permanente”.

Num segundo ponto da recomendação ao Governo, o PSD pede que o Governo desenvolva reformas estruturais que “evitem e invertam as anunciadas perspectivas de abrandamento e de divergência da economia portuguesa” e que adopte medidas de estímulo ao “investimento, exportações, produtividade, poupança, criação de emprego mais qualificado e remunerado, aumento do valor acrescentado e inovação”.

O projecto de resolução sublinha o “aumento da carga fiscal em 2017”, a “redução do investimento público” e o agravamento da despesa corrente do Estado. O debate e as votações dos projectos (o BE também tem uma iniciativa) está marcada para a próxima semana, dia 24.