Para além de Salaviza, Lars von Trier, Terry Gilliam ou Nuri Bilge Ceylan reforçam a selecção oficial de Cannes

O dinamarquês, que já foi persona non grata na Croisette, apresenta-se fora de concurso. O Homem que Matou Dom Quixote de Terry Gilliam, tem honras de filme de encerramento. O cineasta português está na secção Un Certain Regard. Ceylan em competição.

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Lars von Trier na famigerada conferência de imprensa de Melancolia
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Salaviza recebeu uma Palma de Ouro da curta-metragem com Arena
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Terry Gilliam Neil Hall / Reuters

Como de costume, Cannes complementa a selecção oficial dias depois do anúncio da programação da 71.ª edição do festival. Não é apenas um ritual. Veja-se como a 71.ª edição se reforça em acontecimentos: o português João Salaviza é acrescentado à secção Un Certain Regard com o documentário Chuva e Cantoria Na Aldeia Dos Mortos, co-realizado com Renée Nader Messora junto de uma comunidade indígena no Brasil; o dinamarquês Lars von Trier, ex-persona non grata na Croisette, apresentará fora de concurso 12 anos na vida de um serial-killer, The House that Jack Built – o comunicado do festival sublinha que o Presidente do festival, Pierre Lescure, e o seu Conselho de Administração, “decidiram acolher” de novo Lars depois da conferência de imprensa em 2011, ano de Melancolia, em que disse que “compreendia” Hitler. Anuncia-se também a renovação do ritual do “filme de encerramento”, que faltou na edição passada: será a quimera cinematográfica de Terry Gilliam, O Homem que Matou Dom Quixote.
Mas há mais filmes, agora anunciados, na 71ª edição. A competição vê-se fortalecida com The Wild Pear Tree, do turco Nuri Bilge Ceylan, Palma de Ouro em 2014 com Winter Sleep. Passam a ser 21 títulos em concurso, porque também são anunciados, estreando-se na competição, os filmes de Yann Gonzalez, Un couteau dans le cœur, com Vanessa Paradis, e de Sergey Dvortsevoy, Ayka.
A secção Un Certain Regard será inaugurada com Donbass de Sergey Loznitsa. Em sessões da meia-noite, Whitney, documentário de Kevin Macdonald sobre Whitney Houston, e Fahrenheit 451 de Ramin Bahrani, segunda adaptação, depois da de François Truffaut, do romance de Ray Bradbury.