Cristas defende que quadro comunitário deve ser tratado no Parlamento

Numa altura em que PSD e Governo estão prestes a assinar um acordo sobre este assunto, CDS quer tema discutido na Assembleia.

Assunção Cristas quer discussão sobre fundos europeus no Parlamento
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Assunção Cristas quer discussão sobre fundos europeus no Parlamento LUSA/Manuel de Almeida

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta segunda-feira que as convergências sobre o futuro quadro comunitário de apoio devem ser tratadas no Parlamento, mas que se o PSD e o Governo querem "conversar à margem" é uma opção deles.

"Se o PS e o Governo entendem conversar com o PSD à margem do Parlamento, sobre essa matéria [o futuro quadro comunitário de apoio] é uma opção deles", afirmou Assunção Cristas, lembrando que "O CDS foi o primeiro partido no Parlamento a apresentar propostas sobre como devem ser distribuídas as prioridades para os fundos europeus".

Excluído de um eventual acordo de convergência entre o Governo e o PSD, o CDS vinca que o seu espaço "é o Parlamento", espaço que entendem ser "o palco para se trabalhar".

"De resto, nós não convergimos com o Governo numa série de matérias", afirmou.

Nomeadamente em matérias "de impostos europeus, em que tanto quanto percebi também há uma convergência", esta é uma área em que o CDS se assume "completamente contra essa opção do Governo respaldada por outros partidos".

O Governo e PSD deram, na quinta-feira, no Parlamento, sinais de chegarem a um acordo de convergência sobre a estratégia do país em relação ao futuro quadro comunitário de apoio, até 2030.

Em Rio Maior, à margem de uma visita à escola secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, onde hoje participa numa conversa com os alunos, Assunção Cristas disse ainda aos jornalistas que "a prioridade do CDS é conseguir desenhar um programa de redução sustentada da carga fiscal para todos os portugueses".

No caso particular dos funcionários públicos, a líder centrista defende que "há questões para ser vistas", mas a prioridade do CDS tem de ser "primeiro uma redução da carga fiscal para todos" e só depois equacionados aumentos para a função pública.