PSD

Teresa Leal Coelho quer OE entregue a 1 de Outubro

Antiga vice-presidente da bancada do PSD, entrevistada pela Antena 1, defende que Governod everia levar Programa de Estabilidade a votos
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Teresa Leal Coelho deu a sua primeira emtrevista pós-autárquicas à Antena 1 LUSA/ANTÓNIO COTRIM

Não era essa a posição oficial do PSD, pelo menos à hora em que a entrevista foi para o ar, mas a social-democrata Teresa Leal Coelho defendeu, em declarações à Antena 1 que o Governo de António Costa deve levar o Programa de Estabilidade a votos no Parlamento.

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"O Governo devia pôr o Programa de Estabilidade a votos até para garantir o apoio parlamentar" que é o seu suporte, disse a ex-candidata do PSD à Câmara de Lisboa, que ficou atrás de Assunção Cristas, do CDS. 

Não foi este o único conselho que Teresa Leal Coelho deixou ao executivo na sua primeira entrevista após as autárquicas. A também presidente da Comissão de Orçamento e Finanças sugeriu que, para evitar um novo atraso na entrada em vigor da Lei de Enquadramento Orçamental, o executivo deveria entregar o Orçamento do Estado para 2019 no Parlamento no dia 1 de Outubro e não no dia 15, como é mais habitual. 

Além disso, justificou a deputada, 45 dias são insuficientes estudar o documento, propor alterações e definir o sentido do voto. Teresa explicou na entrevista que no último OE houve mais de 600 propostas de alteração dos partidos e avançou: "Vamos remeter ao Governo as nossas sugestões porque (se espera que) o próximo Orçamento ainda seja mais complicado, o último antes de eleições".

Teresa Leal Coelho também comentou a nova vida do seu partido e fez questão de deixar claro que não faz parte da oposição interna a Rui Rio e que até votou no candidato por ele apresentado à liderança da bancada, Fernando Negrão.

"Eu sou oposição ao PS não sou oposição ao PSD", sublinhou, dizendo-se disponível para colaborar com a nova direcção e elogiando as escolhas para o Conselho Estratégico Nacional, divulgadas esta semana. "É um muito bom grupo de trabalho e também tem elementos de continuidade como José Matos Correia".

Em matéria de eleições, a deputada defendeu que "o que o partido pode pedir a Rui Rio é que ele se prepare para esse momento, e é evidente que se está a fazê-lo, depois o resultado será avaliado no momento em que for apurad?o".

Teresa Leal Coelho recusou ainda a lógica das discussões sistemáticas para antecipar "as quedas das lideranças" e admitiu ter a expectativa de que Rio "conduza o PSD para ganhar de novo" as eleições. "E acho que pode ganhar", concluiu.