Muitos desconfiam, mas não saem

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LUSA/MICHAEL REYNOLDS

Celebridades e empresas podem apregoar que estão a deixar o Facebook, mas a maior rede social do mundo não parece estar a sentir um decréscimo significativo nos níveis de utilização.

Uma sondagem feita para a agência Reuters em finais de Março mostrava que, nos EUA, as pessoas confiam menos no Facebook do que nos outros gigantes tecnológicos (como o Google e a Amazon) no que diz respeito à protecção de dados. No entanto, o Facebook era também, e de longe, a rede social que os inquiridos mais usavam: 51% disseram aceder ao Facebook continuamente ao longo do dia, um valor muito acima dos 18% que faziam o mesmo com o Instagram (que também é propriedade do Facebook), dos 13% do Snapchat e dos 12% do Twitter.

Mark Zuckerberg também já afirmou que o escândalo com a empresa Cambridge Analytica não teve um efeito palpável nos 2100 milhões de utilizadores da rede social. “Não creio que tenha havido um impacto significativo que tenhamos observado”, disse Zuckerberg numa conferência de imprensa na semana passada.

No último trimestre de 2017 — ainda antes de este caso ser conhecido, mas já com o problema das notícias falsas na rede social a motivar uma torrente de críticas —, o número de utilizadores tinha aumentado 14%. Por outro lado, o tempo passado na plataforma tinha caído cerca de 5%, mas Zuckerberg atribuiu o decréscimo a mudanças no algoritmo que escolhe os conteúdos para cada utilizador. A empresa volta a divulgar resultados trimestrais no final deste mês.