O sector do luxo respira graças aos consumidores chineses

A francesa LVMH, a maior empresa do sector do luxo, faz uma avaliação positiva do primeiro trimestre do ano.

O logotipo da Louis Vuitton projectado numa montra
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O logotipo da Louis Vuitton projectado numa montra Reuters/DENIS BALIBOUSE

A francesa LVMH, proprietária das marcas Louis Vuitton e Moet & Chandon, declarou nesta terça-feira que a procura dos seus produtos de luxo mostrou poucos sinais de enfraquecimento no início deste ano.

A LVMH, a maior empresa internacional do sector de luxo, registou um crescimento das vendas acima do esperado no primeiro trimestre e a razão porque cresceu deve-se aos compradores chineses. As receitas na Ásia, excluindo o Japão, aumentaram 21% entre Janeiro e Março.

Este aumento das vendas ajudou à recuperação em relação ao trimestre anterior e compensou a leve desaceleração verificada na Europa, informa a LVMH. "Tivemos um bom começo de ano e esperamos que essa boa tendência continue", declara o director financeiro, Jean-Jacques Guiony, por teleconferência.

As acções da LVMH – dirigida por Bernard Arnault, o homem mais rico da Europa de acordo com a Forbes – atingiram recordes no início do dia, e subiram 4,2% ao princípio da tarde.

As acções de sua rival francesa Kering, dona da marca italiana Gucci, também atingiram recordes de alta, enquanto a britânica Burberry subiu 1,3%.

O aumento do apetite asiático por bens de luxo, especialmente por uma geração mais jovem de consumidores que compra artigos online, é um grande motor para a indústria.

Os compradores asiáticos ajudaram a impulsionar as vendas em produtos que vão desde os conhaques de alta qualidade da LVMH às jóias da Bulgari. O grupo informa ainda que o negócio em Hong Kong e Macau recuperou fortemente.

Mas os ventos contrários ainda espreitam e os investidores têm procurado obter a garantia de que o renascimento do sector não está a perder força, especialmente porque as comparações de resultados em relação a um forte 2017 podem não ser tão favoráveis. As tensões comerciais entre os EUA e a China poderiam ter repercussões no sector se prejudicassem o sentimento dos compradores.