Novo regime aumenta em 124 euros pensões de longas carreiras

O valor médio das cerca de 4500 pensões já em pagamento é de 806,56 euros.

Ministro do Trabalho, Vieira da Silva
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Ministro do Trabalho, Vieira da Silva LUSA/MÁRIO CRUZ

Os trabalhadores que anteciparam a reforma ao abrigo do regime das longas carreiras contributivas (em vigor desde Outubro do ano passado) recebem, em média, uma pensão de 806,56 euros. Trata-se de um valor 124,08 euros acima do que seria atribuído se a reforma tivesse sido calculada pelo regime de flexibilização para a generalidade dos pensionistas.

O número foi avançado nesta quarta-feira pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, e diz respeito às 4479 reformas em pagamento ao abrigo do novo regime. Os dados mais recentes dão ainda conta de 5267 pessoas notificadas do deferimento e do montante da pensão.

Sem entrar na polémica, noticiada pelo Negócios recentemente, sobre a forma como o Governo está a aplicar o regime das longas carreiras, o ministro destacou que 99% das pensões são mais altas do que se fosse aplicado o regime antigo.

O regime em vigor desde Outubro do ano passado permite que os trabalhadores com longas carreiras contributivas (48 anos de descontos ou que tendo 46 anos de carreira começaram a descontar aos 14 anos ou antes) possam reformar-se antecipadamente aos 60 anos sem o corte do factor de sustentabilidade (14,5% em 2018). O problema é que estas pessoas perdem o direito às bonificações previstas na lei, sem que o Governo alguma vez tivesse informado que isso aconteceria.

Na apresentação que fez aos deputados, Vieira da Silva adiantou ainda que o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego após 180 dias de concessão, previsto no Orçamento do Estado para 2018, chegou a 42.506 beneficiários.