Lembrete: os últimos episódios de La Casa de Papel chegam sexta-feira

Segunda parte da série-fenómeno vinda da TV espanhola estreia-se dia 6 no Netflix.

Tokio em <i>La Casa de Papel</i>
Foto
Tokio em La Casa de Papel Netflix

Começa assim, de fininho, com a primeira pessoa a perguntar se já vimos aquela série. Depois vem mais uma, depois outra, depois é tema de conversa nos mais diferentes contextos – a viagem, a refeição, a reunião. La Casa de Papel é o mais recente fenómeno viral da televisão de 2018, e nem sequer é simples televisão, nem é recente: a série espanhola estreou-se em Maio de 2017 no seu país de origem e chegou no Natal ao Netflix, onde tem feito talvez o seu maior sucesso. Ao longo de três meses, foi acumulando espectadores, sobretudo clientes satisfeitos de uma história de um assalto à Fábrica Nacional de Moneda y Timbre.

Há reféns, há um plano meticulosamente executado, há suspense e aquela qualidade tão sinónimo de Netflix, o potencial de binge watch, que até parece que é uma série Netflix. Só que não. La Casa de Papel é uma produção para o canal espanhol privado Antena 3 cujos direitos de distribuição internacional o Netflix comprou. Um sucesso em Espanha entre Maio e Novembro do ano passado, tornou-se um sucesso suave em vários países sob o seu próprio título ou sob as versões que diferentes países decidiram dar-lhe – em Portugal, apesar da familiaridade e proximidade linguística, temos a versão La Casa de Papel, mas também Money Heist.

Não precisou de grande promoção, ao contrário de outros títulos que marcaram Dezembro no Netflix (Dark, Manhunt: Unabomber, o filme Bright ou o novo espectáculo de Dave Chappelle). E ganhou vida própria, como aquilo que aconteceu ao que já parece tanto tempo com Stranger Things, por exemplo. As comparações acabam no campo do fenómeno, porque La Casa de Papel tem a sua própria história, um heist movie partido aos bocadinhos com uma iconografia boa para os cartazes, dos macacões vermelhos às máscaras que não são nem de Guy Fawkes nem de presidentes dos EUA mas sim de Salvador Dalí. Que já se tornaram um sucesso comercial.

Criada por Álex Pina e interpretada por actores que encarnam personagens baptizadas para a posteridade (Úrsula Corberó é Tokio, Miguel Herrán é Rio, Pedro Alonso é Berlín, e por aí fora), é constituída por uma única temporada que, tal como em Espanha, o Netflix partiu em dois. Dia 6 de Abril, estreiam-se os últimos seis episódios.