Autárquicas 2017

"PSD é um dos partidos portugueses com melhor situação financeira", assume Matos Rosa

A última edição do Expresso noticiava que o passivo do PSD, em 2016, ficará acima dos 10 milhões de euros e que Rui Rio já terá dado ordem para apertar o cinto
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Matos Rosa foi secretário-geral do PSD até Fevereiro Daniel Rocha

O ex-secretário-geral do PSD José Matos Rosa afirmou este sábado à Lusa que os sociais-democratas têm "contas reais e transparentes" e sempre cumpriram com os seus fornecedores, sendo um dos partidos portugueses "com melhor situação financeira".

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A última edição do Expresso noticiava que o passivo do PSD, em 2016, ficará acima dos 10 milhões de euros e que Rui Rio já terá dado ordem para apertar o cinto. As contas do partido deverão ser aprovadas a 30 de Maio, mas os primeiros indícios recolhidos pela nova equipa de direcção são preocupantes. “Os dados apresentados pelo PSD relativamente a 2016 mostram um passivo de 8,4 milhões, porém, essa situação ter-se-á agravado no último ano de liderança de Pedro Passos Coelho e já terá ultrapassado a barreira dos 10 milhões”, relatava o jornal. 

Em declarações à Lusa, Matos Rosa, que foi secretário-geral do PSD entre 2011 e Fevereiro de 2018, confirmou os números de 2016, que foram entregues no Tribunal Constitucional, mas remeteu para Maio a aprovação das contas finais de 2017, que depois terão de ser entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

"O PSD sempre foi um partido de contas reais, transparentes e de boas contas, que sempre cumpriu com os seus fornecedores, sendo um dos partidos portugueses com melhor situação financeira e assim continuará a ser", afirmou.

Quanto às contas de 2017, Matos Rosa ressalvou que os anos eleitorais "têm sempre implicações nas contas do partido" e isso foi salientado na altura própria nos órgãos sociais-democratas. "Os números reais vamos sabê-los em Maio. Há anos excepcionais em termos contabilísticos que são os anos eleitorais e o ano de 2017 foi um ano de autárquicas, que são as eleições com maior impacto nas contas", sublinhou.

De acordo com o semanário Expresso, a actual situação financeira do PSD estará a preocupar o presidente do partido, Rui Rio, e a nova direcção, já havendo ordens para controlar a despesa.

Ao Correio da Manhã, o actual secretário-geral do PSD, José Silvano, admitiu que o prejuízo das autárquicas de 2017 "é significativo", mas não quis ainda comprometer-se com números definitivos.