Relatório alerta para grupos criminosos violentos ligados à segurança privada

"Os grupos criminosos deram continuidade à promoção dos seus interesses no contexto da segurança privada, com destaque para aquela que é desenvolvida no âmbito da diversão nocturna", diz o documento.

A maior preocupação das autoridades é com a diversão nocturna
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A maior preocupação das autoridades é com a diversão nocturna Paulo Pimenta

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) alerta para a existência de grupos criminosos violentos e organizados ligados à segurança privada no âmbito da diversão nocturna, actividade que se tem consolidado na última década.

"Os grupos criminosos violentos e organizados deram continuidade à promoção dos seus interesses próprios no contexto da segurança privada, com especial destaque para aquela que é desenvolvida no âmbito da diversão nocturna e que, na última década, se tem consolidado como terreno fértil para esses grupos", indica o RASI de 2017, entregue nesta quinta-feira na Assembleia da República.

O documento identifica como um dos principais grupos de ameaça neste sector os denominados "biker 1%", sobretudo "porque não hesitam em recorrer ao uso da força para se imporem no meio e para extorquirem os proprietários dos estabelecimentos".

"Os clubes 'Biker MC1%' constituem ainda uma preocupação securitária acrescida pelas outras actividades criminosas que praticam", adianta o relatório.

No âmbito da actividade da segurança privada, o RASI refere que as acções de fiscalização aumentaram 4,7% em 2017 face a 2016, realizando-se um total de 12.728.

As infracções detectadas neste sector também aumentaram 27,9%, tendo as forças de segurança registado 2464 infracções no ano passado.

Segundo o RASI, a criminalidade violenta e grave diminuiu 8,7% no ano passado, em relação a 2016, enquanto os crimes gerais aumentaram 3,3%.

O relatório reúne os indicadores de criminalidade registados pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária e Aduaneira e Polícia Judiciária Militar.