Diogo Baldaia foi distinguido no IndieLisboa em 2017 com Miragem meus putos DR
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Diogo Baldaia foi distinguido no IndieLisboa em 2017 com Miragem meus putos DR

Curtas sobre anseios da juventude em sessões no Porto e em Lisboa

Abraço Lindo é o nome da sessão, programada pela Areosa e que terá lugar no Porto e em Lisboa. “Miragem meus putos”, de Diogo Baldaia, é uma das curtas

A curta-metragem Miragem meus putos, de Diogo Baldaia, vai ser exibida no Porto e em Lisboa, numa sessão com outros filmes que também expressam "o que é viver a juventude e os seus anseios no tempo presente". A sessão chama-se Abraço Lindo e está marcada para esta quinta-feira, 29 de Março, no cinema Passos Manuel, no Porto; e para terça-feira, 3 de Abril, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. A programação está a cargo da produtora Areosa, recentemente criada por Diogo Baldaia, Manuel Rocha da Silva e Maura Carneiro.

Miragem meus putos, distinguido no IndieLisboa em 2017, e exibido em Janeiro no Festival de Roterdão, está dividido em três contos com narrativas distintas, mas que rondam a ideia de "isolamento que se vai fazendo sentir" à medida que se cresce, como contou Diogo Baldaia à agência Lusa.

"O filme começa com crianças, passa por adolescentes e termina com jovens adultos (...), Eu tentei pensar o filme como uma coisa que acontece e flui. Foi tudo muito intuitivo. A ideia de grupo vai-se deteriorando à medida que os contos se sucedem", explicou.

Na sessão Abraço Lindo, o filme será exibido juntamente com outras três curtas-metragens do realizador argentino Eduardo Williams, do brasileiro Leonardo Mouramateus e dos franceses Caroline Poggi e Jonathan Vinel, com quem a produtora Areosa diz ter afinidades. Pude ver un puma (2011) é a última curta-metragem que o argentino Eduardo Williams fez em contexto escolar, e foi exibida em Cannes; História de uma pena (2015) é também um filme de fim de curso de Leonardo Mouramateus, exibido no festival de Locarno, enquanto After school knife fight (2017), daquela dupla francesa, passou na semana da crítica de Cannes.

"A ideia desta sessão, que junta quatro curtas de primeiros passos, é a de percorrermos um caminho exploratório feito de incertezas, de aproximações a um fim ou a um virar de página", afirma a produtora em comunicado.