Rui Rio vai homenagear Mota Amaral e Alberto João Jardim

Rui Rio reuniu-se esta quarta-feira à noite com a comissão política e, a seguir, as distritais do partido. Foi apresentado o Conselho Estratégico Nacional e o programa das festas do 44º aniversário do partido

Rui Rio na sede do PSD
Foto
Rui Rio na sede do PSD daniel rocha

Rui Rio, o líder do PSD eleito a 13 de Janeiro, e José Silvano, o secretário-geral do PSD indicado a 19 de Março, reuniram-se esta quarta-feira, pela primeira vez, com os líderes das distritais do seu partido. Pode dizer-se que a marcação deste encontro foi a primeira decisão tomada por José Silvano nas suas novas funções. Decidiu marcá-lo no dia em que foi “empossado”.

Ao que o PÚBLICO apurou os trabalhos, que ainda decorrerem, servirão para apresentar o modo de funcionamento do Conselho Estratégico Nacional e para Rui Rio pedir às distritais o total empenhamento no êxito deste projecto.

Antes, Rui Rio reuniu-se com a sua comissão permanente e com a comissão política nacional, na sede de Lisboa do partido, na Rua de São Caetano à Lapa. Na segunda destas reuniões foi aprovada a proposta da direcção nacional para os festejos do 44º aniversário do partido. As celebrações ficaram marcadas para os dias 11 e 12 de Maio, em Beja, e obedecerão a um tema concreto: as autonomias regionais.

Nesse contexto, o PSD aprovou homenagens a dois homens que, no partido, tiveram um papel preponderante em matéria de autonomias: João Bosco Mota Amaral e Alberto João Jardim, ambos presidentes dos governos regionais dos Açores e da Madeira, respectivamente.

Uma reunião sem nomes

A reunião com a comissão política nacional terminou em plena hora do jantar, altura em que se iniciou o encontro com os líderes das distritais, de Bragança a Faro. Objectivo: apresentar o Conselho Estratégico Nacional, um órgão que o líder recriou para funcionar como uma espécie de governo sombra, com 16 áreas temáticas. A grande expectativa recaía sobre os nomes, mas ao que o PÚBLICO apurou, o mistério não será para já desvendado e ficará para o Conselho Nacional de dia 3 de Abril, o mesmo que aprovará a nomeação e José Silvano e que está marcado para o Porto.

No início da semana, o vice-presidente do PSD, David Justino, explicava ao Diário de Notícias como seria o esqueleto do CEN, evitando entrar em detalhes sobre quem seriam responsáveis tanto a nível nacional como distrital, já que o conselho estratégico poderá vir a ser replicado nas estruturas locais do partido. Por enquanto, sabe-se apenas que um dos porta-vozes é Arlindo Cunha, que ficará com a pasta da Agricultura. Mas David Justino garantiu que “os nomes também já estão fechados”.

"Fomos buscar pessoas que sabem falar politicamente, mas que conjugam competência técnica e jurídica", avançou David Justino ao mesmo jornal, explicando que para os lugares de coordenação foram escolhidas as pessoas mais experientes, deixando, para porta-vozes, os mais jovens e que podem funcionar como "uma lufada de ar fresco". 

Na reunião partidária, a direcção terá aproveitado para fazer a apresentação das linhas orientadoras relativamente ao funcionamento do Conselho Estratégico, que será o berço do próximo programa eleitoral do PSD. Entre as 16 áreas temáticas anunciadas contam-se algumas como a reforma do Estado, a coesão do território, a cidadania e igualdade, o ambiente e natureza, a saúde, a defesa nacional, os assuntos do mar e as finanças públicas, entre outras.

Mas Rui Rio terá também pedido o envolvimento dos líderes distritais neste projecto que o PSD espera que venha a ser um êxito.