rawpixel/Unsplash
Foto
rawpixel/Unsplash

Megafone

E se o teu smartphone te conseguisse salvar a vida?

Num caso extremo, um dispositivo que por hábito está sempre connosco, ainda que só retire leituras de pressão arterial, pode fazer toda a diferença

Chegámos ao futuro, não é o amanhã que nos vai trazer as grandes novidades da tecnologia, mas sim o hoje. A toda a hora, nos feeds das aplicações que usamos compulsivamente, sejam redes sociais ou aplicações de carácter informativo, nos chegam novidades que pareciam distantes há uma década.

Uma das grandes novidades deste primeiro trimestre era o lançamento de um dos equipamentos mais esperados em 2018. Já depois de ter liderado as tendências do YouTube, um dos smartphones mais badalados do mercado continua a fazer correr muita tinta. Esta peça de tecnologia é ainda mais notória porque traz novas funcionalidades que, apesar de passarem ligeiramente despercebidas nos vídeos de unboxing e nas primeiras reviews feitas, é algo que pode vir a revolucionar, no mínimo, o mercado dos smartphones.

Que este tipo de dispositivos e wearables sejam capazes de fazer algumas leituras corporais como o batimento cardíaco não é novidade, mas desta vez a aposta é diferente. O mercado muda as regras do jogo com estes equipamentos, dando-lhes capacidade para fazer leituras da nossa pressão arterial. Medir a pressão arterial não é propriamente simples, envolve alguma complexidade e é necessário um conjunto de equipamentos adequados para o fazer. Portanto, para um smartphone ter este tipo de funcionalidades são necessários avanços colossais, mesmo que para já não sejam leituras completamente precisas ou exactas. O precedente que estes novos telemóveis abrem é: que importância pode um smartphone ter na nossa saúde?

Voltando um pouco atrás. Não estamos a falar de nos ajudar a gerir a saúde com aplicações desportivas e/ou de nutrição, estamos a falar de nos salvar a vida. Num caso extremo, um dispositivo — que por hábito está sempre connosco —, ainda que só retire leituras de pressão arterial, pode fazer toda a diferença. Se pensarmos que daqui em diante esta será uma preocupação das marcas de smartphones, qual será o próximo passo? Estamos habituados a ver, em alguns sítios, postos de suporte à vida que, em último caso, têm de ser operados por um cidadão comum. E se o nosso smartphone nos conseguisse ajudar? Imaginemos um cenário em que, no momento em que é activada uma chamada de emergência, todos os nossos dados, médicos e gerais, género, BI de saúde e as leituras do momento — neste caso temos o exemplo da pressão arterial — são enviados para o centro de emergência médica permitindo uma melhor análise da situação do paciente e uma antecipação da equipa que se encontra ainda a caminho. Poder-se-ão poupar segundos preciosos e, em alguns casos, fazer a diferença entre salvar uma vida ou não.

Em suma, muito mais do que lançar produtos cada vez mais poderosos, o mercado abre assim mais uma porta para o nosso equipamento mais pessoal. Veremos se esta será já uma tendência para este ano ou se será só em 2019 que os smartphones passarão a ter um papel mais importante no campo da saúde.