Bombista de Austin morre após perseguição policial

Suspeito detonou um engenho explosivo ao ver-se cercado pelas autoridades. Tratava-se Mark Anthony Conditt, um homem de 23 anos.

Chefe da polícia de Austin, Brian Manley
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Chefe da polícia de Austin, Brian Manley, confirma a morte do suspeito LUSA/STEPHEN SPILLMAN

O homem suspeito de ter accionado uma série de pacotes armadilhados que explodiram em Austin, estado norte-americano do Texas, e que mataram duas pessoas e fizeram vários feridos, morreu na manhã desta quarta-feira após ser perseguido pela polícia. O presumível bombista terá feito detonar um engenho explosivo dentro do seu carro ao ver-se encurralado pelas autoridades.

O nome do suspeito acabaria por ser revelado horas depois: tratava-se de Mark Anthony Conditt, de 23 anos, residente na cidade texana de Pflugerville, segundo avançou o jornal American-Statesman, de Austin. Tinha trabalhado numa empresa fabricante de semicondutores e reparava computadores a título individual.

Não se conhecem até ao momento quaisquer pistas sobre os possíveis motivos das suas acções. A sua pegada digital nas redes sociais é diminuta. Ao contrário do que aconteceu noutros casos, não há imagens ou mensagens que indiquem a adesão a movimentos políticos ou religiosos radicais. Contudo, o facto de a maioria das vítimas ser negra ou hispânica levou a imprensa norte-americana a avançar a possibilidade de se ter estado perante uma série de ataques racistas — uma hipótese que as autoridades nunca descartaram.

No bairro onde cresceu, e segundo o American-Statesman, Conditt é recordado como "um bom miúdo de uma boa família". "Sei que isto é um cliché, mas não consigo imaginar isto", disse um vizinho que falou ao jornal sob anonimato.

A morte do suspeito tinha sido confirmada ao início do dia pelo chefe da polícia de Austin, Brian Manley, em declarações à Reuters: “Está morto e apresenta vários ferimentos provocados pela explosão resultante da detonação de uma bomba dentro do seu veículo”.

O suspeito fora localizado horas antes num hotel a norte de Austin. "Não sabemos se ia entregar outra bomba", disse Manley. "Levava uma com ele, que detonou quando nos aproximámos". O chefe da polícia informou ainda que os dois agentes envolvidos na perseguição chegaram a disparar sobre o veículo do suspeito. Um dos polícias ficou ferido sem gravidade.

Até esta quarta-feira, a cidade texana de Austin viveu uma onda de pânico com a detonação de vários engenhos explosivos enviados pelo correio e de pelo menos um que terá sido deixado junto a uma habitação e accionado através de fios quase invisíveis. Uma quinta bomba acabaria por ser detonada esta terça-feira numa filial da empresa de entregas FedEx, provocando um ferido