Sarampo: PCP questiona ministro sobre vacinação de profissionais de saúde

"Que medidas foram tomadas pelo Governo no sentido de cumprir a resolução da Assembleia da República e, designadamente, da recomendação de vacinação para os vários profissionais, entre os quais, os de saúde?" Esta é uma das perguntas do PCP.

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Paulo Ricca/Arquivo

O PCP formalizou nesta sexta-feira um conjunto de perguntas dirigidas ao ministro da Saúde sobre o actual surto de sarampo no norte de Portugal e as medidas relativas à vacinação de vários grupos profissionais mais expostos.

"Que medidas foram tomadas pelo Governo no sentido de cumprir a resolução da Assembleia da República e, designadamente, da recomendação de vacinação para os vários profissionais, entre os quais, os de saúde? Que medidas foram tomadas para cumprir a norma n.º 008 2017, de 05 de Julho, relativa à campanha de vacinação de repescagem contra o sarampo — crianças e adultos?", são duas das questões colocadas pela bancada comunista na Assembleia da República.

O grupo parlamentar do PCP refere-se a uma resolução em que se recomenda a vacinação contra a doença de profissionais de saúde, mas também bombeiros, professores e outros funcionários de escolas e indaga ainda o executivo socialista sobre quantos profissionais de saúde já foram alvo da medida preventiva e que acções o Governo vai tomar para efectivar a norma que prevê a campanha de vacinação de repescagem.

Os profissionais de saúde são o único grupo a quem são recomendadas duas doses de vacina contra o sarampo, independentemente da sua idade, segundo uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS), actualizada a propósito do surto actual, mas que refere que quem já teve a doença estará protegido para toda a vida, não necessitando de vacinação.

O número de casos de sarampo confirmados na região norte subiu para 21, segundo os últimos dados da DGS.

Dos 51 casos suspeitos de sarampo, entre os quais estão os 21 confirmados, 45 têm ligação laboral ao Hospital de Santo António, no Porto.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus, sendo mesmo das infecções virais mais contagiosas. Geralmente é propagada pelo contacto directo com secreções nasais ou da faringe e por via aérea. Manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de protecção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV).

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