Tomás Correia diz que travou uma “autêntica Batalha de Aljubarrota” nos últimos anos

O presidente da mutualista diz que o processo de entrada da Santa Casa no Montepio deverá estar concluído nas próximas semanas.

Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio
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Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Miguel Manso

O presidente da Associação Mutualista Montepio, Tomás Correia, diz que a mutualista “nunca esteve na situação de falência técnica”, referindo numa entrevista à RTP3 na quinta-feira que o problema que fez com que tivessem resultados negativos “está resolvido”. Tomás Correia disse ainda, referindo-se às notícias negativas e “especulativas” em torno da associação, que tinha travado “nos últimos quatro anos uma autêntica Batalha de Aljubarrota” que “poucos teriam capacidade de resistir”.

A Santa Casa da Misericórdia deverá concluir o processo de entrada no Montepio “nas próximas duas a três semanas”, explicou, numa participação de 2% que vai custar entre 45 milhões a 48 milhões de euros às “largas instituições que já manifestaram interesse”.

Tomás Correia garante que apesar de toda a “avalanche de desinformação”, a Caixa Económica está estabilizada, ainda que tenha “sempre coisas a corrigir”. Nesta terça-feira, o PSD exigiu explicações ao primeiro-ministro sobre a entrada da Santa Casa no capital da Caixa Económica Montepio Geral e sobre a “engenharia contabilística” que permitiu à Associação Mutualista transformar perdas do passado em créditos fiscais no valor de 808,6 milhões de euros.

No sábado, o PÚBLICO noticiou que a parceria assumida entre a mutualista e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa deverá seguir uma linha menos ambiciosa, podendo vir a ser feita através de um conjunto (pool) de misericórdias e de institutos de solidariedade social que fará um investimento simbólico.