Banco de Portugal dá luz verde a Carlos Tavares no Montepio

Segundo o jornal Eco, o regulador aprovou a administração, mas o elenco ainda está incompleto.

Carlos Tavares presidiu à CMVM, regulador do mercado de valores mobiliários
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Carlos Tavares presidiu à CMVM, regulador do mercado de valores mobiliários Nuno Ferreira Santos

O Banco de Portugal aprovou a nova administração do Montepio Geral liderada por Carlos Tavares, que vai acumular a função de chairman e CEO (presidente executivo) da instituição, por um período que não pode ultrapassar os seis meses. A notícia foi avançada nesta quinta-feira, ao início da noite, pelo jornal Eco, que acrescenta que a equipa de Tavares não está completa ainda, faltando indicar administradores não executivos.

"A partir de agora, será feito um trabalho de selecção de um presidente executivo", indica também o mesmo jornal, salientando que o regulador da banca nacional, liderado por Carlos Costa, não permite, tal como o Banco Central Europeu, a acumulação de funções por um período superior a seis meses.

O Jornal de Negócios, que diz ter confirmado a informação avançada pelo Eco, destaca, por seu lado, que esta é a segunda tentativa para encontrar uma administração para a Caixa Económica Montepio Geral, cuja administração actual encabeçada por José Félix Morgado deverá terminar o mandato antes do final do prazo, que se esgotaria no final de 2018.

 Os estatutos actuais do Montepio estipulam uma forma de governo assente num conselho de administração executivo, que trata da gestão quotidiana, e um conselho geral e de supervisão, que é presidido neste momento por Álvaro Pinto Correia. Porém, o banco deve adoptar o chamado modelo monista, em que existe um conselho de administração único, do qual sai a comissão executiva. 

Os primeiros nomes falados para os cargos a ocupar temporariamente por Carlos Tavares, que presidiu à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (o regulador da bolsa) eram os de Francisco Fonseca e Silva para chairman (presidente do conselho de administração) e de Nuno Mota Pinto para CEO. Porém, ambos "chumbaram" na avaliação do regulador, embora Nuno Mota Pinto se mantenha na equipa de Tavares, como vogal.