Ministério Público recorre da absolvição de Manuel Maria Carrilho

MP defende que Carrilho deve ser "condenado pela prática de um crime de violência doméstica" contra Bárbara Guimarães.

Manuel Maria Carrilho foi absolvido a 15 de Dezembro de 2017
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Manuel Maria Carrilho foi absolvido a 15 de Dezembro de 2017 Nuno Ferreira Santos

O Ministério Público interpôs recurso da sentença que a 15 de Dezembro de 2017 absolveu Manuel Maria Carrilho da acusação de violência doméstica e de 22 crimes de difamação contra Bárbara Guimarães.

Em nota publicada no site, o MP informa que interpôs recurso na qualidade de primeira instância. “Entende o MP que a sentença deve ser revogada e substituída por outra que dê como provados os factos vertidos na acusação pública e que, em qualquer caso, condene o arguido pela prática de um crime de violência doméstica”, lê-se na nota.

Lembra ainda o Ministério Público que o “tribunal apenas considerou a conduta do arguido susceptível de consubstanciar um crime de difamação, tendo-o condenando na pena de 150 dias de multa, à taxa diária de seis euros, no montante de 900 euros” e entende que essa sentença deve ser revogada.

À data da sentença e à saída do tribunal, o ex-ministro da Cultura, que foi apenas condenado por difamação, apelidou Bárbara Guimarães de “falsa vítima”.

Manuel Maria Carrilho foi absolvido por Joana Ferrer, a juíza que a sua ex-mulher Bárbara Guimarães queria no início de 2016 afastar do processo, por suspeitar da parcialidade da magistrada.  A própria juíza Joana Ferrer chegou também a pedir o seu afastamento do processo que opõe o antigo casal. Mas a magistrada foi mantida no caso pelo Tribunal da Relação de Lisboa. A polémica foi provocada pelas expressões usadas na primeira sessão do julgamento, a 12 de Fevereiro

O professor universitário de 66 anos, que sempre negou tudo, já em 2016 tinha sido multado em 1800 euros noutro processo judicial, por ameaças de morte a uma amiga da ex-mulher.