Venus foi a melhor Williams em Indian Wells

Foi o 29.º embate entre as irmãs norte-americanas. No torneio masculino, Federer avançou sem dificuldades, como tem sido hábito.

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Reuters/Jayne Kamin-Oncea

Em 2001, em Indian Wells, as mais famosas irmãs na história do ténis mundial deveriam ter-se defrontado nas meias-finais. Venus desistiu antes do encontro e, na final, Serena foi vaiada por parte do público que viu a falta de comparência como uma decisão pensada pelo pai e treinador de ambas, Richard Williams. Alguns insultos racistas levaram as duas a boicotarem o torneio até 2015, mas, passados 17 anos, Venus e Serena defrontaram-se pela primeira vez no BNP Paribas Open. Contrariando a tendência de anos recentes — Serena liderava por 17-11 — foi a mais velha a impor-se.

Venus, de 37 anos, venceu o 29.º embate entre ambas, com os parciais de 6-3, 6-4 — foi a primeira vitória da Williams mais velha desde 2014. “O seu nível é super-elevado e foi muito difícil fechar o encontro. Embora não tenha jogado muito este ano, os encontros do ano passado contaram”, resumiu a número oito do ranking, que não competia desde a ronda inicial do Open da Austrália.

Serena chegou ao Indian Wells Tennis Garden sem ranking e com ainda menos rodagem: a ausência prolongava-se por 14 meses, ou seja, desde que triunfou no Open australiano de 2017. “Não jogava há mais de um ano, mas nem por isso a derrota é menos frustrante. Tenho um longo caminho pela frente”, disse a detentora de 23 títulos do Grand Slam.

Já Roger Federer sente-se em casa sempre que viaja até ao deserto da Califórnia, onde já conquistou cinco títulos. Como é habitual, a família arrenda uma casa e os filhos adaptaram-se rapidamente ao estilo de vida nos EUA, tendo angariado 70 dólares a venderem limonada. O pai, líder do ranking, não pôde assistir, pois teve de trabalhar, mas não muito: em 58 minutos ultrapassou o sérvio Filip Krajinovic (28.º), por 6-2, 6-1 e chegou aos oitavos-de-final, onde vai defrontar Jérémy Chardy (100.º).