Crónica de jogo

Bas Dost mantém Sporting na luta

Holandês saltou do banco para marcar os golos do triunfo "leonino" em Chaves. FC Porto volta a estar a cinco pontos.

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LUSA/PEDRO SARMENTO COSTA
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O que marcou a diferença entre o Desportivo de Chaves e o Sporting no jogo que encerrou a 26.ª jornada? Um minuto, o 56.º, e um nome que é sinónimo de eficácia goleadora. Bas Dost entrou aos 56’ e, seis minutos depois, já tinha apontado o seu primeiro golo do jogo, o 21.º do campeonato — alguns minutos volvidos marcava o 22.º. Num jogo que estava complicado, o holandês deu aos “leões” um triunfo (1-2) que devolve a equipa de Jorge Jesus à luta pelo título. São três pontos de diferença para o segundo e cinco para o primeiro, e oito jornadas para os recuperar.

Dizer que Bas Dost é um jogador fundamental para o Sporting é expressar o óbvio. Já são muitos os jogos que resolveu e este foi mais um em que o seu apurado sentido posicional o deixou no sítio certo para fazer a diferença. Mas o holandês é bem mais que um pinheiro plantado na área adversária à espera que a bola lhe bata na cabeça. A equipa está tão habituada a jogar para ele que são muitos os cruzamentos para a área ou bolas longas para o meio-campo contrário, estratégias que fazem sentido quando está em campo uma referência de 1,96m de altura. Isto já se tinha visto antes, voltou a ver-se em Chaves.

Nos 55 minutos que antecederam a entrada de Bas Dost, foi um jogo dividido e até foi a equipa da casa a criar perigo. Aos 12’, William teve uma boa oportunidade, após um corte deficiente de Bruno César, mas Rui Patrício, no dia em que se tornou no jogador com mais jogos oficiais pelo Sporting, defendeu — Patrício fez o 454.º jogo, ultrapassando os 453 de Hilário da Conceição. Logo a seguir, foi Ricardo a mostrar segurança na baliza do Desp. Chaves, segurando um cabeceamento sem grande convicção de Montero.

Pouco depois, Bruno César saiu lesionado e Jesus foi “obrigado” a lançar o jovem ganês Lumor, mais um dos reforços de Inverno em campo do lado “leonino” — já lá estavam Misic, uma estreia a titular, mais Rúben Ribeiro e Montero. À passagem da meia-hora, o Sporting teve uma “oferta” de Nuno André Coelho, mal posicionado para desfazer uma bola pelo ar. Montero não quis rematar e deixou em Rúben Ribeiro, que, por sua vez, deu para Gelson — Ricardo voltou a estar no caminho.

Comparativamente com a primeira parte, os primeiros dez minutos da segunda foram uma grande emoção. Aos 51’, foi Gelson a levar a bola até à área e Rúben Ribeiro a atirar ao lado. Aos 54’, Nuno André Coelho testou os reflexos de Patrício. E aos 56’, o jogo mudou, com a entrada de Bas Dost para o lugar de Misic. Com o holandês, que já não jogava desde 22 de Fevereiro, o Sporting voltou a ter a sua referência e o golo apareceu. Cruzamento de Rúben Ribeiro pela esquerda, cabeça de Bas Dost e 0-1. Aos 86’, Battaglia beneficiou de um erro crasso de Platiny, ganhou a bola à entrada da área e serviu o holandês, que encostou para o 0-2.

No meio dos dois golos, Battaglia tirou uma bola em cima da linha, após remate de Davidson, mas o Desp. Chaves, que nunca se entregou, ainda reduziu de penálti, por Platiny, depois de uma falta de Coates sobre Djavan. Um susto para o Sporting, que não passou disso mesmo, um susto.