Ventos fortes obrigam meia maratona a partir de Sete Rios e não da Ponte 25 de Abril

Organização decidiu alterar o ponto de partida por causa do mau tempo. Arranque da prova passa para o Eixo-Norte Sul, em Lisboa.

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RUI GAUDÊNCIO

A organização da EDP Meia Maratona de Lisboa decidiu alterar o percurso da prova de amanhã, por causa dos ventos fortes que se prevêem para domingo. Em vez de começar na Praça das Portagens da Ponte 25 de Abril (em Almada, como é habitual), a prova vai iniciar-se no Eixo Norte-Sul, na zona de Sete Rios, em Lisboa.

A corrida, tal como Mini Maratona Vodafone, começa naquela via perto do Jardim Zoológico. A hora de início mantém-se para as 10h30. Só muda o percurso, que inicialmente se iniciava na Ponte 25 de Abril, com passagem por Alcântara, Cais de Sodré, até à meta em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. 

A Maratona Clube de Portugal explica que o plano B foi accionado apenas e só por causa das condições climatéricas. “O Conselho de Segurança, que reúne as entidades responsáveis pela gestão da Ponte 25 de Abril, considera que não estão reunidas as condições” para a corrida começar no local habitual, refere a organização num comunicado emitido na manhã deste sábado, referindo que uma alteração do percurso quando há “cenários imprevisíveis como este” se enquadra no regulamento da prova.

É a primeira vez “em 28 edições, em 28 anos” que a organização é obrigada a accionar o plano alternativo na véspera, o que, garante, “se fica, única e exclusivamente, a dever à decisão das entidades e autoridades competentes, que foi fundamentada nas condições de segurança por razões climatéricas”.

A Maratona Clube de Portugal refere que, depois de “esgotadas todas as possibilidades”, teve de “acatar a decisão das autoridades”. E volta a referir que a mudança se deve “a razões climatéricas” e não a quaisquer outras.

A Ponte 25 de Abril foi notícia na última quinta-feira, quando a revista Visão noticiou que o Governo recebeu em Fevereiro um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil a alertar para a necessidade de haver “medidas urgentes” de reparação, ao serem detectadas “fissuras numa zona estrutural da travessia”.

A notícia levou o presidente da Infra-estruturas de Portugal (IP), António Laranjo, a afirmar que a obra de reparação “não é urgente”, apesar de ser “prioritária”. Se houvesse perigo, disse, a infra-estrutura “estaria fechada”, citou a Lusa. Os trabalhos de manutenção vão durar dois anos, com um custo de 18 milhões de euros. O lançamento do concurso para a adjudicação da obra está previsto ainda para este mês.