Os nove que vão fazer o programa eleitoral do CDS

Têm todos menos de 45 anos, dois são da comissão política, uma é deputada. A presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão também faz parte do grupo.

Pedro Mexia é um dos membros independentes do grupo "Portugal com Futuro"
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Pedro Mexia é um dos membros independentes do grupo "Portugal com Futuro" MIGUEL MANSO

Do Congresso do CDS sai a equipa que vai ser responsável pela elaboração do programa eleitoral. O grupo de nove pessoas é coordenado pelo vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes, que foi deputado e secretário de Estado do Turismo entre 2011 e 2015, e é vereador sem pelouro na Câmara da Covilhã.

A equipa é composta por Nádia Piazza, de 39 anos, natural do Paraná, no Brasil, e naturalizada portuguesa, jurista e presidente da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrogão. Nádia Piazza não é militante do CDS, assim como o escritor Pedro Mexia, de 44 anos, colaborador da casa civil do Presidente da República, mas que que tem participado na organização nas iniciativas do CDS, “Ouvir Portugal”. Da mesma idade, e integrando o grupo dos mais velhos da equipa, é a deputada Ana Rita Bessa, que irá fazer a ligação ao grupo parlamentar.

O mais novo do grupo é Jorge Teixeira, de 24 anos, licenciado em Filosofia e mestre em Ciência Política, que representa a Juventude Popular. Há dois membros desta equipa que integram a Comissão Política do CDS: Mariana França Gouveia, 43 anos, advogada e professora na Universidade Nova, e Francisco Mendes da Silva, 38 anos, ex-deputado.

Já Graça Canto Moniz, de 29 anos, doutoranda na área de protecção de dados, e João Moreira Pinto, de 37 anos, cirurgião pediátrico, têm ambos colaborado com o gabinete de estudos do CDS, dirigido por Diogo Feio.

Ao fim da tarde, Adolfo Mesquita Nunes subiu ao palco para afirmar esta é a "tarefa que mais honra um militante". E prometeu que o programa eleitoral do CDS será um "programa das novas ideias", onde "todas as gerações do CDS estão", mas também respostas para "o mundo novo" que está a nascer, que "assusta". E sustentou que é preciso encontrar um novo modelo de Estado Social que responda aos problemas criados pela nova economia.