As incógnitas do congresso

Se vai haver duas ou mais listas ao Conselho Nacional é uma das perguntas que só este sábado terá resposta.

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As incógnitas com que cristas se debaterá LUSA/Carlos Barroso

Com Assunção Cristas a preparar-se para ser reeleita líder do CDS por mais dois anos, o 27º congresso do partido tem ainda algumas interrogações sobre como vai decorrer. Não só sobre as listas alternativas aos órgãos como também sobre os temas de discussão.

O duelo ideologia/pragmatismo

O debate que tem dominado o espaço público sobre o CDS nas últimas semanas parece ser um tema incontornável no congresso. Em que sentido irão as intervenções e qual dos dois conceitos terá mais apoios é uma das incógnitas. O novo PSD e a aproximação ao PS, bem como o fim do voto útil, também estará nas interrogações dos congressistas.

Candidaturas alternativas

Nas listas ao Conselho Nacional, é certo que existirá pelo menos uma candidatura alternativa à da direcção, que será liderada por Pedro Borges de Lemos. É possível que outras figuras do partido concorram a órgãos da direcção, como aconteceu no último congresso em que Filipe Lobo d’Ávila encabeçou uma lista ao Conselho Nacional e obteve 23% dos votos. Desta vez, o grupo liderado pelo parlamentar, no qual se integrou o ex-deputado Raul Almeida, ainda não quer assumir se repete a iniciativa e remete a decisão para o congresso. O mesmo acontece com a Tendência Esperança em Movimento, corrente interna entretanto já formalizada, liderada por Abel Matos Santos. A existência de uma ou mais listas ao conselho nacional pode condicionar o resultado de Cristas. António Lobo Xavier deverá manter-se como cabeça de lista da direcção do CDS ao Conselho Nacional.

Moções a votos

Na votação das moções de estratégia global também há interrogações. É certo que o texto de Assunção Cristas vai a votos, mas também é possível que Pedro Borges de Lemos, primeiro subscritor da moção “Futuro no presente”, o faça. Os primeiros subscritores das moções globais (são oito no total) podem ainda ser candidatos à liderança do partido. Essa decisão pode ser tomada até ao final do encerramento da discussão dos textos prevista para o final da tarde de sábado. Pedro Borges de Lemos admite essa hipótese, mas remete a decisão para o congresso.

O líder da Juventude Popular (JP), Francisco Rodrigues dos Santos, não deverá levar a moção a votos, mas o PÚBLICO sabe que tem sido pressionado para isso. Até porque a JP tem perto de 300 delegados em 1100 congressistas.