Supremo não liberta Jordi Sánchez para ser presidente da Catalunha

Antigo líder da Assembleia Nacional Catalã, que se encontra detido desde Outubro, pediu para assistir à sessão de investidura no parlamento catalão e tomar posse como presidente do governo autónomo da Catalunha.

Sánchez é acusado dos crimes de “sediação” e “rebelião”
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Sánchez é acusado dos crimes de “sediação” e “rebelião” LUSA/JAUME SELLART

O Supremo Tribunal espanhol rejeitou o pedido de Jordi Sánchez para ser libertado da prisão e ir à sessão de investidura no parlamento catalão para tomar posse como presidente do governo autónomo da Catalunha.

A sessão parlamentar para eleger o novo líder regional está marcada para segunda-feira e o nome de Sánchez foi proposto pelo presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, devido à impossibilidade de empossar Carles Puigdemont, que se encontra autoexilado em Bruxelas.

Mas Sánchez está detido desde Outubro, acusado de “sediação” e “rebelião”, devido ao envolvido nas manifestações em Barcelona em Setembro do ano passado e ao referendo soberanista.

O juiz Pablo Llarena rejeitou o pedido do antigo líder da Assembleia Nacional Catalã (ANC, organização independentista) e que foi o número dois da lista do partido Juntos Pela Catalunha argumentando, no acórdão de 26 páginas, que existe o risco de repetição do crime pelo qual está acusado.

O magistrado realça que os delitos que estão em investigação foram cometidos ao abrigo de acções legislativas e executivas “claramente ilegais e desconsiderando flagrantemente os controlos constitucionais, judiciais e institucionais”.

De acordo com os jornais El PaísEl Mundo, Torrent já deixou claro que vai esgotar todas as possibilidades para defender os “direitos dos deputados e da soberania do parlamento” catalão. Desta forma, o presidente do parlamento irá recorrer a Estrasburgo e ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos “para defender a participação política de Jordi Sánchez”.

A ANC reagiu também à decisão judicial através do Twitter: “Quando a prevaricação entra pela porta, a liberdade colectiva salta pela janela”.