IGAI abriu 11 processos disciplinares a polícias que mataram civis em seis anos

Dados mostram que, em 2017, houve dois processos disciplinares a elementos da PSP na sequência da utilização de armas de fogo e que tiveram como resultado a morte de civis.

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Nelson Garrido

A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) instaurou, nos últimos seis anos, processos disciplinares a 11 elementos da PSP e da GNR por terem matado civis com armas de fogo durante operações policiais.

Os dados da IGAI revelam que, em 2017, foram abertos dois processos disciplinares a elementos da Polícia de Segurança Pública na sequência da utilização de armas de fogo e que tiveram como resultado a morte de civis.

Em 2014, aquele organismo tutelado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) abriu quatro processos disciplinares, três dos quais a polícias da PSP e outro a um militar da Guarda Nacional Republicana. Porém, em 2014 e 2015 não se registou qualquer morte, ao passo que em 2012 se registaram três mortes de civis e no ano seguinte duas.

Em 2017, a IGAI instaurou também processos disciplinares a cinco elementos da PSP por ferimentos em civis com armas de fogo durante operações policiais. Em 2016, seis pessoas ficaram feridas também por polícias da PSP, cinco das quais sem arma.

Em seis anos, foram abertos 19 processos a polícias (sete à GNR e 12 à PSP) após terem ferido civis com armas de fogo e 33 (26 à PSP e sete à GNR) por terem provocado ferimentos sem armas.

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