Reino Unido

Antigo espião russo em estado grave por "exposição a substância desconhecida"

Sergei Skripal foi condenado a uma pena de prisão de 13 anos em 2006 por transmitir a identidade de agentes secretos russos a operar na Europa aos serviços secretos britânicos.
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Skripal, de 66 anos, foi encontrado inconsciente juntamente com uma mulher num centro comercial LUSA/HANNAH MCKAY

O homem que foi internado no condado britânico de Wiltshire em estado grave por "exposição suspeita a substância desconhecida", é um cidadão russo que já foi condenado por espionagem a favor do Reino Unido.

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A informação foi avançada pela comunicação social britânica, que acrescenta que Sergei Skripal, de 66 anos, obteve asilo no Reino Unido em 2010 depois de uma “troca de espiões” ao mais alto nível entre a Rússia e os Estados Unidos.

O incidente que deixou o russo em estado grave aconteceu no domingo quando este se encontrava com uma mulher – que está também em estado grave – num centro comercial em Salisbury. Não se conhece ainda que tipo de substância foi usada.

A polícia de Wiltshire informou na altura que um homem na casa dos 60 anos e uma mulher com cerca de 30 foram encontrados inconscientes num banco no referido centro comercial.

De acordo com a BBC, Skripal é um coronel retirado que serviu nos serviços de informação do Exértico russo e que foi condenado a uma pena de prisão de 13 anos em 2006 por transmitir a identidade de agentes secretos russos a operar na Europa aos serviços secretos britânicos.

Em 2010, foi um dos quatro prisioneiros que Moscovo libertou e que trocou com dez espiões que estavam detidos nos EUA.

As autoridades informaram que não há ainda qualquer pista que aponte para crime.

Este caso traz à memória o de Alexander Litvinenko. Este antigo membro do KGB conseguiu asilo no Reino Unido em 2000 e foi hospitalizado a 1 de Novembro de 2006, depois de beber chá com polónio-210, um elemento radioactivo raro e ao qual normalmente só os Estados têm acesso. Morreu no dia 23 desse mês, com 43 anos.

A investigação policial à sua morte ainda está aberta mas um inquérito público concluiu que, “provavelmente”, o Presidente russo, Vladimir Putin, aprovou o homicídio de Litvinenko.