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Megafone

Crónica de um fim-de-semana em cheio em Lisboa

Levanto-me por volta das 10 horas e vou à Cristal. Como dois croquetes e bebo um sumo, mando embrulhar mais uma dúzia, para deixar na casa onde fico. O Joaquim Monchique está a um canto, a subir e a descer o dedo no telemóvel

Sair do emprego e ir a casa fazer a trouxa, pegar no carro e seguir de encontro à boleia. Enquanto o terceiro elemento não chega, o meu amigo e eu passámos na Padaria Ribeiro, nos Pinhais da Foz. Ele compra uns biscoitos e vamos para a porta de sua casa. O último da comitiva chega um pouco atrasado, perde-se nas ruas e indicações.

Partimos para Lisboa e não apanhámos trânsito, a ponte da Arrábida estava livre. Fala-se de tudo um pouco durante a viagem, o de trás já dorme. Parámos na estação de Pombal para enganar o estômago.

Já na capital, deixámos um de nós perto da Braamcamp. A restante comitiva vai para a Buenos Aires, Lapa. Subimos à residência e descobrimos que um dos nossos amigos está doente. E, de facto, a cara dele confirma; os aquecedores no máximo reforçam. Pegámos no único disponível e fomos jantar à Taberna dos Novos Tempos, onde o bairro se junta e vai beber um copo, dar duas de letra. A Patrícia sugere-nos rojões e uma sopa — assim fica, acompanhado de um fino (imperial é para as gentes daqui).

Dali seguimos ao Zé Tó, no Cais do Sodré — um café onde se bebem cervejas e se encontra alguma da minha gente. Assim é, alargámos o grupo com umas amigas e com a minha prima, que aparece para dar um beijo. Dali vamos à Adega dos Canários, uma tasca de Lisboa fundada em 1933. Por entre um copo ou outro, vamos pensando no regresso. Vamos levar a minha prima a pé, até à rua da Alfândega — ela vive ali no último andar de uma casa antiga, mesmo ao lado da Igreja da Conceição Velha.

Sinto o frio que está, o vento sopra forte. Aguardámos um Uber para nos levar de volta à Lapa. A noite foi simples, mas eu e o meu amigo ficámos à conversa até depois das quatro.

Levanto-me por volta das 10 horas e vou à Cristal. Como dois croquetes e bebo um sumo, mando embrulhar mais uma dúzia, para deixar na casa onde fico. O Joaquim Monchique está a um canto, a subir e a descer o dedo no telemóvel. Pago e saio até ao supermercado, para comprar pão.

Deixo as coisas em casa e vou ao Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras. Dois amigos juntam-se, tirámos fotografias e subimos lá ao alto — a vista da cidade é espantosa.

Passo numa nova livraria que abriu à frente da Procuradoria, a Almedina Rato. É um espaço construído numa antiga oficina de vidro e mosaicos de arte, de Ricardo Leone, mantendo a sua traça original.

Faço horas no Príncipe Real, enquanto esperámos que o grupo alargue. Damos voltas ao jardim, vejo o mercado biológico que há ali aos sábados. Almoçámos muito bem no Atalho Real e decidimos ir à Graça.

Uma vez lá, entro na Igreja e depois no Convento. Observo a espantosa colecção de figurinhas em barro, com 1500 peças da procissão do Corpo de Deus — representando as diferentes ordens religiosas de Lisboa. Aprecio os azulejos e tiro fotografias.

Passámos a tarde no miradouro, contemplando o dia até ao pôr-do-sol, apesar do vento frio. Despedimo-nos todos e seguimos para jantares diferentes. Foi mais um dia cheio em Lisboa e a noite é agora uma promessa a descobrir.