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Do Lake Bill, à “vila” Microsoft

De quatro edifícios a rodear um lago, a sede da Microsoft explodiu para 125 espaços que incluem um centro de saúde, um cabeleireiro, um campo de futebol, e hortas artificiais.

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Reza a lenda que Bill Gates saltava para o lago a que deu nome depois de alcançar novas metas
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JEFF VINNICK
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Reza a lenda que Bill Gates saltava para o lago a que deu nome depois de alcançar novas metas Reuters/RICK WILKING
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Há anos que Bill Gates não tem um escritório em qualquer um dos 125 edifícios na sede da Microsoft, em Redmond, EUA. Mas tem um lago. No centro dos quatro edifícios originais da empresa, construídos em forma de X, ainda se encontra o Lake Bill – uma homenagem ao fundador e à sua ética de trabalho. Era aqui que a Microsoft celebrava o lançamento de novos produtos. Por vezes, Gates saltava para o lago repleto de carpas coloridas.

“Diz-se que também foi aqui que ele conheceu a mulher quando ambos estavam a trabalhar até tarde”, acrescenta de passagem Yunsun Wee, a directora de Comunicação Global da Microsoft numa visita de jornalistas à sede da empresa. Hoje, o lago é só uma parte – pequena – da “vila Microsoft” que abrange mais de 500 hectares. A estratégia de motivar os trabalhadores a querer passar tempo no local de trabalho mantém-se.

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O Lake Bill continua a ser um ponto de encontro para trabalhadores

Além de um centro de cibersegurança, um laboratório de inteligência artificial, e muitas salas de reuniões, os escritórios incluem um centro de saúde, um cabeleireiro, um campo de futebol, hortas artificiais em formato de tubos de ensaio gigantes, uma colecção de arte e vários restaurantes. Desde 1993 que as obras não param. No futuro, junta-se um centro comercial aberto ao público. 

O fenómeno não é exclusivo: a nova sede da Apple parece uma nave espacial gigante, a do Facebook terá apartamentos, e o Google quer construir um arranha-céus em Londres com um parque incluído. Há quem critique estas grandes empresas de isolar os trabalhadores dentro de bolhas. A Microsoft diz que promove a colaboração. “Queremos edifícios mais densos, com mais pessoas a trabalhar por edifício. Não é por falta de espaço, é para promover a interacção”, diz Wee.

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Há reuniões na casa da árvore

Quando se precisa de uma paisagem diferente, as reuniões podem ser feitas em casas da árvore à saída dos edifícios ou à beira do lago. A viagem de casa ao trabalho também é uma oportunidade para partilhar ideias, com dezenas de motoristas a transportar grupos de pessoas em mais de 150 carrinhas e autocarros da Microsoft. Sempre com ligação wi-fi.

O PÚBLICO viajou a convite da Microsoft.

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