Marcelo Rebelo de Sousa confirma nomeação de Sampaio da Nóvoa para a UNESCO

Depois da proposta do Governo, o Presidente da República deu autorização à ida do antigo reitor da Universidade de Lisboa para o cargo de embaixador da UNESCO.

Sampaio da Nóvoa concorreu contra Marcelo em 2016
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Sampaio da Nóvoa concorreu contra Marcelo em 2016 Nuno Ferreira Santos

Sampaio da Nóvoa já vai poder ser embaixador português junto da UNESCO, em Paris. A nomeação foi este sábado assinada pelo Presidente da República, depois da nomeação do Governo.

No site da Presidência da República, foi publicada esta manhã uma nota dando conta da nomeação de Sampaio da Nóvoa como "representante de Portugal junto da UNESCO, em Paris".

Sampaio da Nóvoa foi não só reitor da Universidade de Lisboa como concorreu contra Marcelo Rebelo de Sousa nas últimas eleições presidenciais, com o apoio de uma parte do PS. Agora, foi a escolha de António Costa para este cargo, depois de Portugal ter passado os anos da troika sem um embaixador específico para esta área.  

Com a eleição de Portugal para o conselho executivo da UNESCO, em Novembro passado, o Governo considerou necessário reabrir a representação permanente e voltar a nomear um embaixador exclusivo para esta organização internacional. "Entendemos que a representação permanente devia ser reaberta porque o nível de empenhamento de Portugal na UNESCO tem que estar à altura da circunstância de integrarmos o conselho executivo", comentou Augusto Santos Silva ao PÚBLICO no início deste mês.

Sampaio da Nóvoa disse ness altura ao PÚBLICO que esta circunstância de Portugal voltar a integrar o conselho executivo - com representantes de 58 dos 195 Estados-membros - e, ainda por cima, numa das vice-presidências foi um "factor decisivo" na sua decisão de aceitar o convite do Governo: "Vai ser possível lançar iniciativas que de outra forma seria mais difícil".

Antes, em Janeiro, tinha dado uma entrevista ao PÚBLICO e à Rádio Renascença onde falou sobre o Presidente da República, dizendo que Marcelo Rebelo de Sousa estava a "reduzir os outros actores políticos quase a figurantes".