Mais de 1700 pessoas em lista de espera nos cuidados continuados

Número de doentes sem cama aumentou, apesar de existirem 500 novas vagas no último ano, conta o Jornal de Notícias.

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No final do ano passado abriram mais de 500 vagas, mas mesmo assim são insuficientes RUI GAUDÊNCIO

Num ano, há mais 500 doentes que esperam por uma cama nos serviços de cuidados continuados do país. Já são mais de 1700 os utentes em lista de espera, isto apesar de no final de 2017 terem sido criados mais 500 vagas nas unidades de cuidados continuados, em parceria com as instituições de solidariedade social e com as misericórdias.

Os números são avançados na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias, que dá conta que Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais pessoas à espera de uma vaga. O diário refere ainda que a pressão imobiliária tem dificultado a disponibilização de novos lugares, mas que para este ano, com um protocolo celebrado com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, há a previsão de abertura de 120 novas vagas.

Parte dessas vagas abrirão na nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Média e Longa duração, no Parque de Saúde Pulido Valente em Lisboa, que vai acrescentar 44 camas à rede nacional e custar 3,5 milhões de euros. A construção iniciou-se já este ano. 

Apenas no final do ano passado foram criadas as condições para que o país passe a dispor de mais 543 camas de cuidados continuados, com a celebração de contratos-programa com misericórdias. Em Novembro passado, o último balanço indicava que havia em todo o país 8416 camas e 5871 vagas (apoio de equipas que vão ao domicílio) na rede de cuidados continuados. A região de Lisboa e Vale do Tejo e, especificamente, a cidade de Lisboa, continua a ser a que tem maiores carências e listas de espera, enquanto o Algarve está quase com cobertura plena e o Alentejo caminha nesse sentido.

Até ao final de Março deverá estar concluída a avaliação de necessidades para todo o país.

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