Macron ameaça atacar a Síria caso tenha provas do uso de armas químicas

O Presidente francês acredita que o regime de Bashar al-Assad tem conduzido ataques contra civis, recorrendo a estas armas proibidas por tratados internacionais.

Macron afirma que o uso de armas químicas passa "a linha vermelha"
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Macron afirma que o uso de armas químicas passa "a linha vermelha" Reuters/POOL

O Presidente francês, Emmanuel Macron, ameaçou atacar a Síria caso tenha provas de que o regime de Damasco está a usar armas químicas contra civis. “Vamos atacar os locais a partir dos quais estes ataques são feitos ou onde são organizados”, avisou Macron.

As declarações de Macron surgem após suspeitas de que Bashar al-Assad está a atacar civis com armas químicas desde o início de Janeiro. No entanto, os serviços secretos franceses não encontraram ainda provas sobre o recurso a armas proibidas.

“Hoje, as nossas agências, as nossas forças armadas, não concluíram que armas químicas tenham sido usadas contra a população. Mas, assim que sejam reunidas provas, farei o que disse. A prioridade é lutar contra os terroristas”, afirmou o líder francês, citado pela BBC.

Até agora existe registo de nove pessoas a serem tratadas devido a dificuldades respiratórias após o rebentamento de uma bomba lançada contra uma cidade controlada por forças rebeldes no início de Fevereiro. Acredita-se que as bombas tinham componentes químicos. De acordo com a oposição síria, a bomba foi lançada por um helicóptero do regime. O governo nega o uso de armas químicas e garante que não ataca civis.

Em Abril de 2017, um ataque aéreo com gás sarin provocou dezenas de vítimas mortais, incluindo 31 crianças, na região síria de Idlib. O ataque foi atribuído pelas Nações Unidas ao regime sírio de Bashar al-Assad. O Presidente sírio negou sempre as acusações de que as suas forças tinham sido responsáveis pelo ataque, afirmando até que o incidente tinha sido fabricado.

Em Agosto de 2013, um ataque com armas químicas perto de Damasco quase desencadeou uma intervenção militar conjunta da França e dos EUA. Barack Obama, então Presidente dos EUA, renunciou no último minuto e optou por um acordo com Moscovo,  que convenceu o regime de Bashar al-Assad a destruir a totalidade do seu arsenal químico.

De acordo com a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), o recurso a armas químicas na Síria tem sido contínuo.

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