Passeio do City em Basileia, Tottenham lutador em Turim

Bernardo Silva marcou na Suíça na primeira mão dos oitavos-de-final da Champions. Empate com sabor a derrota para a Juventus frente aos spurs.

Bernardo Silva marcou o segundo golo do City
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Bernardo Silva marcou o segundo golo do City Reuters/ANDREW BOYERS

Foi inglesa a primeira noite dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O Manchester City teve um passeio na Suíça, com uma goleada com toque português frente ao Basileia, por 0-4 — Bernardo Silva marcou um dos golos —, um resultado que faz do jogo da segunda mão, em Manchester, quase uma formalidade. Quanto ao Tottenham, resistiu a um início avassalador da Juventus para arrancar um empate em Turim (2-2) que sabe a vitória e que lhe dá vantagem para o jogo da segunda mão, em Wembley.

Mais semana, menos semana, o City vai ser campeão inglês, tal a forma como vai arrasando a concorrência jornada atrás de jornada. E a Liga dos Campeões pode bem ir pelo mesmo caminho, depois de uma visita arrasadora dos “citizens” ao St. Jakobs Park, frente a uma equipa que até tinha deixado boas impressões na fase de grupos, com um triunfo sobre o Manchester United e dois sobre o Benfica, um deles com uma goleada, por 5-0. Mas essas boas impressões de nada valeram contra o poderio ofensivo da equipa de Pep Guardiola.

A equipa suíça até ensaiou alguns contra-ataques com perigo relativo, mas o City cedo tomou conta do jogo e já ganhava por três antes da meia-hora. O alemão Gündogan marcou o primeiro golo da noite aos 14’, o português Bernardo Silva elevou a contagem aos 18’ e Aguero fez o 3-0 aos 23’. Adivinhava-se uma goleada por números escandalosos, mas o City não carregou demasiado e até deu para Guardiola fazer alguma gestão, conferindo alguns minutos a Leroy Sané, que está a regressar de lesão aos poucos, e dando descanso a homens como Sterling e De Bruyne. Golos, apenas mais um e de novo do alemão Gündogan, que fechou a contagem com um grande remate, aos 53’.

Em Turim, também se adivinhava uma goleada, pelo menos pela forma demolidora como a Juventus entrou perante o Tottenham. Logo aos dois minutos, Gonzalo Higuaín fez o 1-0, após um livre cobrado por Pjanic para a área da formação londrina — o argentino nem deixou a bola bater no chão, rematando de primeira e sem hipóteses para Hugo Lloris. E aos 9’, Higuaín assinou o 2-0, na conversão de um penálti, após falta sobre Bernardeschi.

Com dois golos de diferença, seria difícil para qualquer equipa do mundo marcar um golo que fosse a uma equipa tão batida como a Juventus, certo? Errado. O Tottenham não se desfez com os dois golos sofridos e reagiu da melhor maneira, com Harry Kane a reduzir aos 35’. Em cima do intervalo, a Juventus teve tudo para fazer mais um golo, com novo penálti, desta vez a castigar uma falta de Aurier sobre Douglas Costa. Na conversão, o hat-trick de Higuaín bateu com força na trave.

Na segunda parte, Pochettino arriscou no ataque e foi-se aproximando com perigo da baliza de Buffon, ao mesmo tempo que ia aguentado com eficácia as investidas rápidas da Juventus. O empate acabou por acontecer numa bola parada. De livre directo, Eriksen lançou uma bola rasteira e Buffon parece ter algumas culpas no golo sofrido.

Ninguém acabou por vencer e nada se decidiu nesta primeira mão em Turim, mas um empate com golos em casa de um adversário como a Juventus é quase uma vitória para um Tottenham que mostrou argumentos para seguir em frente.