Paços competente não foi suficiente para travar o Vitória

Em Guimarães, assistiu-se a uma partida empolgante, com os minhotos a aproveitarem para travar ciclo negativo de resultados.

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LUSA/HUGO DELGADO

Um triunfo difícil num jogo francamente interessante de seguir foi o que o V. Guimarães obteve na 21.ª jornada da Liga. A precisarem de ganhar para mitigarem o ciclo de resultados negativos que atravessavam, os minhotos marcaram posição desde cedo na partida, mas tiveram de aplacar a reacção do Paços de Ferreira para segurarem os três pontos (3-2).

João Afonso teve um regresso auspicioso ao D. Afonso Henriques. No primeiro jogo como reforço de Inverno, o central que estava emprestado ao Córdoba marcou logo aos 4’, num desvio ao segundo poste na sequência de um canto. Aos 21’, o outro central do Vitória teve sorte distinta: ao tentar interceptar um cruzamento, fez autogolo e forçou os minhotos a acelerarem novamente em busca da vantagem.

Não foi preciso esperar mais do que nove minutos para Raphinha, estrela maior da equipa, fazer o 2-1, ainda que 80% do mérito do golo deva ser atribuído a Jr. Tallo: grande jogada individual e assistência perfeita na direcção do segundo poste, para uma conclusão fácil.

O Paços de Ferreira não se deixou abater e elevou ainda mais os seus níveis de posse de bola, mostrando sempre vontade de sair a jogar em apoio. Mas o risco que João Henriques, treinador dos visitantes, decidiu correr a partir dos 56’ (lançando Xavier e, mais tarde, Luiz Phellype e Andrezinho) foi ditado pelo terceiro golo do Vitória, uma grande penalidade convertida por Hurtado.

Viu-se, então, a melhor face do Paços, a explorar mais a largura e a pôr à prova os centrais e o guarda-redes Douglas com cruzamentos tensos. Num deles, Xavier esticou o jogo e descobriu Luiz Phellype, que esperou pelo momento certo para fazer a bola girar até dentro da baliza vimaranense.

Nessa altura, o cronómetro já estava em contagem decrescente e Pedro Martins trocou Matheus Oliveira por Rafael Miranda sem que a substituição tenha tido tempo para produzir resultados — tal como não tinham produzido as entradas de Heldon (sem oportunidade de explorar a profundidade) ou de Rafael Martins (com pouca bola).

Para os minhotos, foi uma vitória tão espremida quanto importante, tendo em conta o background recente: nos oito jogos anteriores, tinham somado apenas um triunfo, um empate e seis derrotas. Agora, ficam à espera do desfecho das partidas do Marítimo e do Boavista para saberem se esta ultrapassagem na classificação, até ao sétimo lugar, tem carácter provisório ou definitivo.