Governo quer criar "novas dinâmicas de atracção" no Pinhal Interior

Ministro-adjunto Pedro Siza Vieira reuniu-se com 19 autarcas de zonas afectadas pelos incêndios de 2017.

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Pedro Siza Vieira é o ministro Adjunto Nuno Ferreira Santos

O ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, defendeu nesta segunda-feira que, além de alavancar a recuperação dos territórios afectados pelos incêndios de 2017, o Programa de Revitalização do Pinhal Interior (PRPI) terá mesmo de instituir “novas dinâmicas de atracção”. No espaço da biblioteca municipal de Góis, Governo e autarquias começaram a discutir nesta segunda-feira a implementação das medidas inscritas no programa que, de acordo com o governante, vai centrar-se nas componentes florestal, turística e agrícola.

Aprovado no final do ano passado, o PRPI foi impulsionado pelos sete municípios mais afectados pelos incêndios de Junho de 2017 (Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela e Sertã), mas é para implementar em 19 concelhos da região, afectados por outros incêndios. Presidida pelo ministro Adjunto, a reunião de Góis, no distrito de Coimbra, contou com a presença do coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, bem como dos autarcas da região e responsáveis da administração pública.

Nas palavras da presidente da Câmara de Góis, Lurdes Castanheira, o encontro serviu para “operacionalizar da melhor forma as medidas de revitalização do Pinhal Interior”, depois de os municípios terem “passado por um período de grande turbulência”. As populações “ainda estão a viver as consequências” dos incêndios, afirma . Para a autarca, o objectivo do programa é “tornar este território mais atractivo e mais sustentável”.

Algumas da medidas são experimentais, destaca o ministro. Pedro Siza Vieira refere que há projectos-piloto a avançar em vários municípios que poderão depois ser replicados com um carácter mais abrangente. Há necessidade de inverter “modelos que foram aplicados durante décadas”, refere o governante, sublinhando que a AICEP pode desempenhar um papel na atracção de investimento para a região.

A autarca e o ministro Adjunto falaram aos jornalistas à margem do encontro. Apenas as declarações iniciais da reunião foram abertas à comunicação social, sendo que os restantes trabalhos decorreram à porta fechada.

O ministro falou ainda em medidas de promoção da resiliência dos territórios que já estão em curso, como a consolidação de encostas de zonas afectadas pelos fogos ou os trabalhos na rede hidrográfica. Estão também previstos incentivos empresariais. Em relação a projectos-piloto, o governante referiu a necessidade de desenvolver medidas que “possam estancar um problema grande” como o decréscimo populacional e a falta de diversificação da actividade económica. “Temos de testar ideias para mudar isso”, referiu, apontando a agricultura e a exploração da floresta como exemplos.