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Palestina: a violência é culpa de Trump, acusam os jovens

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A 6 de Dezembro de 2017, Donald Trump anunciou ser "tempo de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel”. A transferência da embaixada norte-americana para a cidade sagrada materializará a decisão, que já espoletou uma nova escalada de violência entre palestinianos e israelitas. "O que posso fazer para travar a decisão de Trump é utilizar esta fisga para lançar pedras sobre os soldados israelitas, que estão fortemente armados", disse um dos jovens retratados pelo fotógrafo da agência Reuters Mohammed Salem. O soldado Abu Jaber, por sua vez, classifica a decisão de Trump como "louca" e acrescenta: "Espero que o sangue que vocês vêem nas minhas mãos seja capaz de mobilizar o mundo árabe e muçulmano a revoltar-se contra Israel e os Estados Unidos".

 

O cerco israelita sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, que condiciona o fornecimento de bens e a criação de emprego no (que resta do) território palestiniano, é outro — e mais antigo — móbil da revolta. "Temos fome, em nossa casa não há electricidade e os nossos pais não têm emprego", Ahmed justifica. "Isto não pode resultar noutra coisa senão numa explosão." "O mundo tem de compreender que o desemprego nos está a empurrar para a função de soldados", acrescenta outro jovem. É o desejo de cumprir os seus sonhos, que consistem em "arranjar um emprego" e "ter liberdade de movimento", que o empurra para o combate armado. "Enquanto jovem sinto-me oprimido e privado de uma vida digna; nesse sentido, a única coisa que posso fazer é revoltar-me contra aquilo que está por detrás do meu sofrimento, ou seja, a ocupação israelita. Essa esmagou a minha terra natal com o apoio dos Estados Unidos, que agora reconhecem Jerusalém como a capital de Israel."