Preço do imobiliário em Lisboa ainda não parou de subir

Mas há freguesias lisboetas que escapam à tendência de rápida valorização do centro da cidade.

Rui Gaudencio
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Rui Gaudencio

O município de Lisboa manteve no terceiro trimestre do ano passado o preço de venda de habitações mais elevado do país, seguido de Cascais, Loulé, Lagos, Oeiras e Albufeira, segundo dados desta segunda-feira divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

No conjunto do país, no terceiro trimestre de 2017, o valor mediano dos preços dos alojamentos familiares vendidos fixou-se em 912 euros por metro quadrado (m2), mais 1,8% face ao valor registado no segundo trimestre de 2017.

No período em análise, tal como no segundo trimestre de 2017, 41 municípios apresentaram um preço mediano de venda de habitação acima do valor nacional.

Em relação ao trimestre anterior, destacam-se as situações do município de Óbidos, que passou a apresentar um preço mediano de vendas de habitação acima do valor nacional, e do município de São Brás de Alportel que deixou de registar um preço mediano superior ao valor do país.

O município de Lisboa manteve, em relação ao trimestre anterior, o preço mediano de venda de habitações mais elevado do país (2315 euros/m2), destacando-se ainda, com valores acima de 1500 euros/m2, os municípios de Cascais (1893 euros/m2), Loulé (1704 euros/m2), Lagos (1619 euros/m2), Oeiras (1572 euros/m2) e Albufeira (1524 euros/m2).

Nas Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local, o INE explica que toma a mediana (valor que separa em duas partes iguais o conjunto ordenado de preços por metro quadrado) como valor de referência para os preços de venda de alojamentos familiares (euros/m2), "o que permite expurgar o efeito de valores extremos da leitura do mercado de transacções de habitação à escala local".

Em Lisboa, no terceiro trimestre de 2017, tal como no trimestre anterior, as freguesias da Misericórdia (que inclui a área do Bairro Alto e do Cais do Sodré) e de Santo António (que inclui a Avenida da Liberdade e áreas adjacentes) registaram os preços medianos mais elevados de venda de alojamentos, respectivamente 3440 euros/m2 e 3425 euros/m2, entre as 24 freguesias da cidade.

Simultaneamente, estas duas freguesias registaram as maiores variações homólogas do preço mediano da habitação: mais 38,5% na freguesia da Misericórdia (2483 euros/m2 no terceiro trimestre de 2016) e mais 46,1% na freguesia de Santo António (2344 euros/m2 no terceiro trimestre de 2016).

No período em análise, também as freguesias Estrela, Alvalade, Campo de Ourique, Belém, São Vicente e Areeiro, registaram, simultaneamente, um preço mediano dos alojamentos vendidos acima do valor da cidade de Lisboa (2315 euros/m2) e taxas de variação, face ao período homólogo, mais expressivas que a verificada na cidade (mais 15,5%).

Por outro lado, Marvila, Santa Clara, Campolide, Lumiar e Carnide registaram, no terceiro trimestre de 2017, preços medianos e taxas de variação face ao período homólogo inferiores aos registados para a cidade de Lisboa.

No Porto, em igual período, a União de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória destacaram-se entre as sete freguesias da cidade do Porto, por apresentar o preço mediano de alojamentos vendidos acima do valor da cidade (1445 euros/m2 na freguesia face a 1254 euros/m2) e também uma taxa de variação face ao período homólogo (41%) superior à verificada na cidade (mais 14,1%).

Destacam-se ainda as freguesias União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde (1801 euros/m2) e Campanhã (786 euros/m2) que registaram, respectivamente, o maior e o menor preço da habitação, entre as freguesias da cidade do Porto, refere o INE.