Fotogaleria
Nik Macmillan
Fotogaleria
Sílvia Monteiro analisou o percurso de cerca de mil finalistas e recém-graduados Nuno Gonçalves

O que o mercado de trabalho quer? Domínio de línguas e proactividade

Estudo da U. Minho conclui que domínio de línguas e de ferramentas tecnológicas, proactividade e capacidade da resolver problemas são algumas das competências mais valorizadas no mercado de trabalho

Um estudo da Universidade do Minho (UMinho) concluiu que domínio de línguas e ferramentas tecnológicas, proactividade e capacidade de resolver problemas são "algumas das competências práticas e transversais mais valorizadas" no mercado de trabalho.

Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho explica que a investigação, a cargo de Sílvia Monteiro, analisou o percurso de cerca de mil finalistas e recém-graduados e que os diplomados com aquelas características "encontraram trabalho mais rapidamente do que os restantes colegas", realça a investigadora. O estudo concluiu ainda que "os graduados empregados são mais confiantes em relação às suas competências, manifestando maior capacidade em estabelecer objectivos e estratégias para os alcançar, em adaptar-se a diferentes contextos e dinâmicas profissionais e em resolver imprevistos", apresentando também "mais determinação" na tomada de decisões de carreira.

Sílvia Monteiro alerta que, embora as características pessoais sejam importantes nesta transição para o mundo do trabalho, existem outros factores estruturais que "mexem" com as expectativas dos jovens. A investigadora sublinha que "não se pode colocar a responsabilidade apenas no indivíduo". A investigação refere ainda que uma das principais dificuldades sentidas pelos diplomados, independentemente do perfil ou da área, "prende-se com as estratégias de procura de emprego, como a capacidade de concorrer a uma posição, elaborar um curriculum vitae ou estar numa entrevista".

A UMinho explana que a investigação surgiu há três anos, em "plena crise económica", num contexto marcado por um elevado índice de competitividade e um mercado cada vez mais exigente. Apesar de a amostra integrar apenas alunos da UMinho, Sílvia Monteiro considera que "a realidade é semelhante no resto do país".

Para o estudo foram consideradas variáveis como a média de ingresso, o rendimento ao longo do curso, a participação em actividades extracurriculares, a definição de objectivos e as perceçpões sobre o domínio de competências, entre outras. O comunicado refere que o "próximo passo" é auscultar a opinião das entidades patronais para perceber o que procuram nos candidatos: "Queremos que estes resultados possam originar planos de acções capazes de contribuir para a melhoria das taxas de emprego dos graduados portugueses e para os estudos na área a nível nacional e internacional."