Edinho, um fantasma de carne e osso a assombrar o Sporting

Vitória de Setúbal trava “leões” com um penálti convertido no último minuto do tempo de compensação.

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LUSA/MÁRIO CRUZ

Há pouco mais de um ano, no Bonfim, Vitória de Setúbal e Sporting jogavam a continuidade na Taça da Liga. Um empate bastava aos “leões” e foi esse o resultado que levaram para lá dos 90 minutos. Depois, Edinho ganhou um penálti num lance com Douglas e foi ele próprio que assumiu com sucesso a conversão do castigo. Nesta sexta-feira, ninguém ganhou, mas este terá sido um empate bem mais amargo para os “leões” que a derrota de há um ano e provocado pelo mesmo Edinho. O Sporting, que entrara na jornada como líder, levou o 0-1 para lá dos 90’, mas o fantasma vivo do Sado voltou para deixar Jorge Jesus arrepiado e com o quinto empate (1-1) para o campeonato nas mãos.

O Sporting entrou com o seu melhor “onze”, com Rúben Ribeiro a repetir a titularidade para se perceber se o emparelhamento com Bas Dost seria uma coisa para durar, ou um “one night stand”. E com o FC Porto, com os 45 minutos de atraso da Amoreira, e a recepção ao Tondela a acontecer logo a seguir, esta era a oportunidade para manter a liderança virtual.

Os “leões” tiveram uma entrada razoável, e, aos 31’, os seus dois principais artistas construíram o golo. Numa jogada de contra-ataque, Gelson Martins levou a bola até à grande área, deixou em Bruno Fernandes, que, tranquilamente, fez o décimo golo da época. Talvez fosse este o início de uma vitória tranquila, de uma goleada, quem sabe do terceiro “hat-trick” consecutivo de Bas Dost, até porque a equipa de José Couceiro poucos argumentos parecia ter para se soltar no jogo. E não teve, com duas excepções. À segunda, já lá vamos. A primeira foi aos 73’, em que um remate de Amaral após cruzamento de Costinha só não deu empate porque Coates cortou.

Descansado na sua vantagem mínima, o Sporting deu-se ao luxo de ser displicente e, diga-se, Jorge Jesus também. Havia muita gente em campo a render pouco (Piccini, Acuña, Rúben) e que por lá permaneceu — a primeira substituição só aconteceu aos 85’ e a displicência até se viu na forma como os “leões” olhavam para a baliza adversária. Bruno Fernandes até atirou uma bola a rasar o poste, e Bas Dost, com a baliza à frente, fez demasiada cerimónia.

Couceiro fez o que lhe competia e lançou corpos para o seu ataque. Um deles foi Edinho, que, para lá dos 90’, aproveitou um relaxamento do Sporting para acorrer a uma bola longa de Gonçalo Paciência. Mathieu ainda foi atrás dele mas só o travou com um agarrão na área. Penálti que a revisão do VAR e os olhos do árbitro no ecrã confirmaram. Edinho, veterano de 35 anos, deu mais uma alegria a uma equipa que luta pela manutenção E deu matéria para a próxima lição de Jorge Jesus à sua equipa: os jogos só acabam quando o árbitro apita e desconcentrações destas podem custar campeonatos.

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