Incêndio faz oito mortos e dezenas de feridos em Vila Nova da Rainha

Chamas deflagraram em associação recreativa quando dezenas de pessoas jantavam, jogavam sueca e assistiam a um jogo de futebol.

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Sérgio Azenha
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Um incêndio numa associação recreativa em Vila Nova da Rainha, concelho de Tondela, causou na noite de sábado pelo menos oito vítimas mortais, confirmou ao PÚBLICO a GNR de Viseu. O balanço das vítimas, contudo, ainda não está fechado.

Pelo menos 34 feridos foram transportados para os hospitais de Tondela, Viseu e Coimbra, segundo informação disponibilizada cerca da meia-noite, devido a queimaduras e inalação de fumo. No local, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, disse ainda que um adolescente de 15 anos com queimaduras graves será transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e que outros feridos poderão ser transportados para o Porto. Uma equipa de psicólogos encontra-se a apoiar os familiares das vítimas.

O fogo deflagrou num momento em que dezenas de pessoas estavam na associação, um edifício de vários pisos, a jantar, a ver o jogo de futebol entre o Sporting de Braga e o Benfica, ou a participar num torneio de sueca. 

Júlio Dias estava a assistir ao encontro de futebol através da televisão, no andar de baixo, quando foi alertado para as chamas que começavam a deflagrar no piso de cima. Segundo contou ao PÚBLICO, tentaram abrir a porta desse piso, mas já não conseguiram perante o amontoado de pessoas: “Estavam empilhadas nas escadas até a porta”. Foi então que, com recurso a um jipe e a cordas, conseguiram abrir outra porta, permitindo a saída de sobreviventes.

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"Tentamos ajudar o máximo possível mas era muito pânico", contou. Estariam ali, no mínimo, 70 pessoas.  "Foi tudo muito rápido. Cinco, seis minutos".

O incêndio terá começado numa salamandra, tendo as chamas alastrado a um telhado que continha lã de vidro. José Borges, membro da direcção da associação recreativa, conta que a salamandra já esteve acesa em diversas ocasiões que nunca tinha acontecido algo do género. 

O presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António Jesus, também prestou informações ao PÚBLICO no mesmo sentido: "Tudo leva a crer que uma salamandra terá provocado uma forte ignição na cobertura. Provocou uma densidade de monóxido de carbono que terá provocado danos nas vias respiratórias e também queimaduras e que justifica um número tão elevado de vítimas".

Apesar destes relatos, as autoridades dizem que ainda é prematuro dizer quais as causas do incêndio, estando a ser feitas diligências para apurar a origem exacta do sinistro.

O alerta para o sinistro foi dado às 20h51. O incêndio foi extinto cerca de uma hora depois. No local, o comandante operacional distrital da Protecção Civil, Miguel Angelo David, indicou que estavam em Vila Nova da Rainha 168 operacionais e dezenas de meios, entre viaturas de socorro, ambulâncias e ainda três helicópteros do INEM. 

José António Jesus disse que esta é "mais uma tragédia" a atingir o concelho após os incêndios florestais de 2017. "É uma situação de calamidade", disse ouvido pelo PÚBLICO. "Isto entristece-nos, deixa-nos uma grande carga de dor quase três meses depois dos incêndios de 15 de Outubro. Aqui agora, uma situação tão gravosa e inesperada como está que estamos a viver", afirmou.

As vítimas serão, na sua maioria, residentes na localidade.

Este domingo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitará Vila Nova da Rainha. "O Chefe de Estado deslocar-se-á ao local no domingo ao fim da manhã, depois de terminada a fase crítica da operação de socorro", diz um comunicado da Presidência da República.

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