Crónica de jogo

Vitória em Braga mantém Benfica vivo

Os "encarnados" derrotaram o Sporting de Braga, mantendo-se próximos dos dois primeiros

Salvio e Cervi festejam o primeiro golo do Benfica em Braga
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Salvio e Cervi festejam o primeiro golo do Benfica em Braga LUSA/JOSÉ COELHO

A abrir a segunda volta da Liga portuguesa, o Benfica deu, neste sábado, mais uma prova do seu crescimento na época, triunfando por 3-1 no campo do Sp. Braga, abrindo espaço para os minhotos no que às contas do terceiro lugar diz respeito e colocando pressão nos seus adversários que seguem na frente. Jonas voltou a ser decisivo num jogo em que o Benfica entrou muito bem, acabando por se repetir o resultado da primeira volta, mas em que a equipa de Abel Ferreira quase conseguiu compensar uma primeira parte no limite do desastre.

O Benfica entrou no jogo como tem entrado sempre, a pressionar alto e a não deixar o jogo chegar ao seu meio-campo. E nessa estratégia encontrava no Sp. Braga um parceiro colaborante. Durante toda a primeira parte, a equipa minhota tentou sair com a bola controlada a partir de trás, o que só facilitava a tarefa da primeira linha de pressão benfiquista. E foi num destes momentos de pressão que o Benfica chegou à vantagem. Jonas, o ponta-de-lança, ganhou uma bola a Danilo no meio-campo, lançou imediatamente para Cervi, que viu bem a desmarcação de Salvio na área bracarense. Na passada, o argentino não teve dificuldades em fazer o primeiro golo do jogo.

Esse domínio territorial não se traduziu em muitas oportunidades de golo. Grimaldo ensaiou um remate de longe que Matheus defendeu aos 25’, Krovinovic também tentou a sua sorte aos 34’, mas a bola saiu ao lado. O melhor que o Sp. Braga conseguia eram esporádicas aproximações em velocidade de Fábio Martins e de Ricardo Horta, mas sem grande mossa. Perto da baliza de Bruno Varela só esteve outra vez, num cruzamento de Ricardo Esgaio a que Ricardo Horta não chegou por pouco.

Foi uma primeira parte de muito Benfica e muito pouco Sp. Braga.

Para a segunda parte, Abel Ferreira deu mais uma oportunidade aos 11 que entraram de início antes de começar a mexer. Rui Vitória, claro, não tinha nenhum motivo para mudar e viu Jardel a cabecear ao poste, num lance em que os “encarnados” reclamaram penálti — Jonas caiu na área, empurrado por Paulinho, mas o brasileiro estava fora-de-jogo (Artur Soares dias esperou pela revisão do videoárbitro e mandou seguir).

Com o passar dos minutos, o domínio do Benfica foi sendo menos evidente, não apenas pelo desgaste natural provocado pela alta intensidade posta em campo, mas também pelo melhor acerto na circulação de bola dos minhotos. Ricardo Horta esteve perto de reduzir aos 62’ numa boa combinação com Xadas, mas Bruno Varela conseguiu desviar para canto. Era um bom sinal da equipa da casa, mas quando do outro lado está um jogador chamado Jonas...

O brasileiro, já se sabe, é bem mais que um ponta-de-lança super-goleador. Os seus 33 anos dão-lhe uma visão global do jogo, e ele não olha apenas para a baliza, como se viu no lance do 1-0, que nasceu de uma bola que ele ganhou no meio-campo. Pouco depois do quase empate, Jonas recebeu uma bola quase encostado ao flanco esquerdo, atraiu a marcação e, no momento certo, fez o passe para André Almeida. Bem mais desafogado de marcação, o lateral direito meteu a bola na área e quem lá estava para fazer o 2-0? Jonas.

O segundo dos “encarnados” não desmoralizou os bracarenses, que continuaram a pressionar e tiveram o justo prémio aos 74’. Ricardo Horta cruzou e Paulinho, de cabeça, fez o 2-1, num lance em que Varela mostrou indecisão na saída ao cruzamento. Se o guarda-redes teve alguma culpa no golo, foi ele o herói a desviar um remate na pequena área de Horta que já ia na direcção da baliza.

Só com os olhos na frente, o Sp. Braga descurou a sua defesa e o Benfica, em contra-ataque, quase fez o 3-1 aos 87’, mas Jiménez atirou por cima frente a Matheus. E foi já em tempo de compensação, e num remate acrobático após passe de Cervi, o mexicano redimiu-se e marcou o seu primeiro golo no campeonato.

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