Alex Atala vem ao festival Sangue na Guelra em Abril

O chef brasileiro participará no simpósio que tem como tema o activismo gastronómico.

Alex Atala
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Alex Atala

Cooktivism, o activismo na gastronomia, será o tema do simpósio do próximo festival Sangue na Guelra, a 23 de Abril, que trará a Portugal o chef brasileiro Alex Atala e também, de Banguecoque, o casal Bo Songvisava e Dylan Jones, do restaurante Bo.Lan.

“A ideia de tratarmos o activismo na gastronomia surgiu na sequência do simpósio de 2017, em que foi apresentado o Manifesto para a Cozinha Portuguesa, e do trabalho aí desenvolvido com os chefs. Todas as conversas apontavam nesse sentido”, explica Ana Músico, organizadora, juntamente com Paulo Barata, do festival, que inclui também jantares com chefs nacionais e internacionais.

Daí o convite a Alex Atala, que já aceitou e disse querer ficar em Lisboa durante uma semana, aproveitando para conhecer melhor o actual panorama gastronómico. O mais famoso dos chefs brasileiros é também um activista, nomeadamente através do Instituto Atá – no site do seu restaurante D.O.M, em São Paulo, a filosofia do seu trabalho está resumida na frase: “É preciso cozinhar e comer como cidadão." Isto significa, entre outras coisas, “privilegiar ingredientes genuinamente brasileiros ou voltar os olhos para determinada região, dando preferência aos ingredientes cultivados pelo pequeno agricultor, comunidades ribeirinhas ou produtos regionais”.

Também Bo e Dylan, em Banguecoque, trabalham com produtores locais, e, segundo explicam no site do Bo.Lan, sentem uma responsabilidade social para com a comunidade local, além de estarem empenhados em reduzir a pegada ecológica do seu restaurante – o objectivo é torná-lo carbono zero em 2018.

“Queremos inspirar os cozinheiros em Portugal com aqueles que são alguns dos maiores activistas da gastronomia”, continua Ana Músico, “porque a cozinha é muito mais do que fazer um prato de comida”. Por isso, diz, em 2018 o Sangue na Guelra vai “trabalhar com ONG ligadas ao ambiente e a outras causas sociais, assim como com entidades oficiais que também trabalham estes temas”. 

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