Entrevista

“Portugal é um mercado muito promissor”

O fundador da Taxify, concorrente da Uber, decidiu apostar no mercado nacional após uma visita a Lisboa.

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Markus Villig, hoje com 24 anos, fundou a empresa em 2013 REUTERS/Ints Kalnins

Markus Villig, fundador e presidente executivo da Taxify, esteve em Lisboa no ano passado, de férias, altura em que verificou que a cidade tinha “muito potencial”. Esta quinta-feira, a plataforma tecnológica de transporte dá início à sua operação na capital, concorrendo com a Uber e a Cabify, e de olhos postos no Porto e Algarve. Em declarações por escrito, diz que "o país necessita de uma alternativa mais ética". 

Porque é que decidiram apostar no mercado português? Quando é que a decisão foi tomada?
Portugal é um mercado muito promissor, e o Governo português foi o primeiro na Europa a começar a desenvolver uma lei para ride-hailing [serviço de transporte de passageiros por chamada]. Depois de visitar Lisboa, no ano passado, vi muito potencial e apercebi-me que o país necessita de uma alternativa mais ética na indústria de ride-hailing.

Não teria sido melhor esperar pela nova lei sobre o sector antes de entrar neste mercado?
Apesar de a lei ainda não estar finalizada, estamos alinhados com tudo o que a principal proposta exige (por exemplo, pedir o registo criminal, aceitar apenas carros com menos de sete anos). Desenvolvemos as operações com base na possível nova lei e vamos assegurar que estamos alinhados com tudo assim que a nova lei entrar em vigor.

Qual a importância de contar com um investor como o grupo chinês Didi?
A Didi investe normalmente em empresas grandes, da região e com potencial de desafiar a Uber (por exemplo, Ola na Índia, Careem no Médio Oriente e agora Taxify na Europa e em África). Esta parceria estratégica permite-nos beneficiar do know-how da Didi e de investimento para solidificar a nossa posição em mercados-chave na Europa e em África, e para expandir para novos países. Contudo, a Didi detém uma participação minoritária e a maioria do capital continua a pertencer aos co-fundadores.

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