Vieira da Silva: "Nunca pus a hipótese [de demissão]"

Em entrevista à Antena 1, emitada no sábado pela hora do almoço, o ministro do Trabalho fala da Autoeuropa, das alterações à legislação laboral e do Montepio, sem evitar o Caso Raríssimas.

Vieira da Silva falou à Antena 1
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Vieira da Silva falou à Antena 1 Nuno Ferreira Santos
Caso Raríssimas entrou na entrevista
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Caso Raríssimas entrou na entrevista LUSA/NUNO FOX

O caso Raríssimas chamuscou o ministro da Segurança Social? O próprio não parece convencido disso na entrevista que deu à jornalista Maria Flor Pedroso e que será emitida no sábado. Aliás, confessa que nunca pôs a hipótese de demissão por achar que uma das responsabilidades de quem exerce cargos públicos é assumi-los." Só se tivesse alguma razão que limitasse a minha capacidade de actuação".

A jornalista ainda questiona o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre notícias que falavam num eventual plano B de António Costa para a sua substituição, mas recusa acreditar nisso. "Se tivesse existido, que eu não acredito, de certo não seria eu a pessoa que o conheceria. Mas não senti nenhuma pressão nesse sentido. Mantive um relacionamento normal com o primeiro-ministro assim, como com todo o Governo". 

Vieira da Silva reafirmou que não chegou ao seu conhecimento, nem de nenhum membro do Governo que trabalhe consigo, "nenhuma informação que apontasse para a existência de gestão danosa" na Raríssimas, por parte da anterior presidente. E explicou a sua assinatura num documento da associação sueca congénere da Raríssimas, no seu gabinete, de forma curta e rápida: "Foi só um autógrafo".

Uma das expectativas que Vieira da Silva tem em relação a este dossier é que, como já aconteceu em outras situações, a avaliação das investigações sob a sua alçada possa desembocar no Ministério Público. 

Entre os casos comentados na entrevista está ainda o dos apoios do Estado recebidos pela IPSS dirigida pela sua sogra. O ministro explica que a instituição recebeu subsídios com vários governos, incluindo com Bagão Félix, e que "tiraria devidas ilações se tivesse violado Código". A Autoeuropa, as alterações à legislação laboral e o Montepio foram outros temas conversados entre Vieira da Silva e Maria Flor Pedroso.