O livro em forma de festival chega aos mais jovens da região de Coimbra

Entre Janeiro e Abril, o AR vai passar por sete concelhos do distrito. Objectivo passa pela formação de públicos jovens

Rui Gaudencio
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Rui Gaudencio

Ao longo de três meses e meio, a primeira edição do festival de artes performativas AR vai percorrer sete municípios do distrito de Coimbra para explorar o universo do livro. Tendo como alvo um público mais jovem - dos 3 anos aos adolescentes - o AR é organizado pela companhia de teatro de Coimbra O Teatrão.

Na apresentação do projecto, a directora da companhia, Isabel Craveiro referiu nesta quarta-feira que é “o universo do livro, da leitura, da memória transmitida pelos livros ou pelas cartas dos autores portugueses” que enquadra a programação. Isto ao mesmo tempo que aposta num “cruzamento disciplinar entre dança e teatro”.

Cantanhede, Coimbra, Condeixa, Figueira da Foz, Mira, Soure e Tábua vão servir de palco a este festival que vai de 6 Janeiro, com o espectáculo de estreia a ter lugar em Mira, até ao encerramento em Tábua, a 14 de Abril. Depois de fazer menção que O Teatrão já trabalhou com estes territórios em projectos comunitários ou de inclusão social, Isabel Craveiro explica que, no futuro, o objectivo passa por alargar o número de municípios envolvidos.

Com a missão assumida de contribuir para a “formação de públicos jovens”, o AR propõe cinco espectáculos – dois por cada concelho - mas também há oficinas. “Os espectáculos foram pensados para que os municípios muito perto uns dos outros façam circular o seu público”, afirma a directora da companhia.

Assim, a lotação varia conforme os espaços de apresentação, que têm uma capacidade tão díspar como o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz ou a Biblioteca Municipal de Mira. As sessões são todas ao fim-de-semana e as entradas são livres, sendo que haverá uma sessão por espectáculo. As reservas podem ser feitas junto da companhia ou dos municípios.

Inicialmente o festival devia ter arrancado em Novembro, mas os incêndios e as eleições levaram ao seu adiamento. O projecto tem um financiamento pontual de 30 mil euros da Direcção-Geral das Artes, cabendo aos municípios a cobertura das despesas logísticas. <_o3a_p>

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