Jóias do xeque do Qatar roubadas do Palácio Ducal de Veneza

Assalto ocorreu no último dia da exposição que mostrava pela primeira vez em Itália a valiosa colecção da dinastia Al Thani.

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Jóias na exposição Tesouros dos Mogóis e Marajás: a Colecção Al Thani ANDREA MEROLA/ EPA
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A exposição documenta cinco séculos de riqueza indiana ANDREA MEROLA/ EPA
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A polícia de Veneza recorreu à sua congénere de Roma para investigar o assalto ANDREA MEROLA/ EPA

Um conjunto de jóias, brincos e broches indianos pertencentes à colecção do xeque do Qatar, Hamad bin Khalifa Al Thani, foi roubado esta quarta-feira de manhã de uma exposição no Palácio Ducal de Veneza.

O assalto aconteceu no último dia em que se encontrava aberta ao público a mostra Tesouros dos Mogóis e Marajás: a Colecção Al Thani, aí patente desde 9 de Setembro, e que exibiu pela primeira vez em Itália um acervo de mais de 270 peças criadas entre os séculos XVI e XX.

Por volta das 10h, o alarme do também chamado Palácio do Doge disparou, alertando para algo de anormal no museu. Logo que chegou ao local, a polícia veneziana mandou encerrar a Sala do Escrutínio, onde se encontravam as jóias desaparecidas, e deu início à investigação com o visionamento das imagens recolhidas pelas câmaras de vigilância.

Segundo a imprensa local, também citada pela agência Efe, duas pessoas forçaram a abertura de uma vitrina e de lá retiraram um broche de ouro e vários brincos, que, segundo as autoridades, tinham um valor aduaneiro declarado de 30 mil euros, mas cujo valor real “pode atingir alguns milhões de euros” – avança o jornal La Repubblica, citando fonte policial –, algo que só o proprietário da colecção poderá precisar. A polícia enviou fotografias das jóias roubadas para Londres para identificação e confirmação do seu real valor.

O comissário da polícia de Veneza, Vito Gagliardi, disse após o assalto que tinham sido imediatamente chamados “peritos da polícia de Roma para lançar luz” sobre o caso. “É essencial entender o que é que não funcionou, e por que é que a vitrina foi aberta como se fosse uma caixa”, além de o alarme ter “disparado tardiamente”, acrescentou o responsável, citado pelo jornal Corriere del Veneto.

As jóias roubadas não se encontravam entre as mais valiosas da exposição Tesouros dos Mogóis e Marajás: a Colecção Al Thani, que documenta, através de um raro conjunto de peças – gemas de várias cores e outras pedras preciosas, além de criações de artesãos contemporâneos –, cinco séculos de história e da riqueza que marcou os reinados dos descendentes de Genghis Khan e de Tamerlão (séculos XII a XVI) até à dinastia Al Thani, que no século XX encomendou peças preciosas às mais prestigiadas casas europeias.

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