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Islândia, a noiva feliz que arrasta o véu

A ilha veste-se de branco, como uma imensa mortalha, tão profunda, tão mágica, tão poética, tão sonhadora, a natureza intacta, cheia de vida, tão vulcânica que produz mais latidos do que uma matilha e, ao mesmo tempo, tão silente e tão nostálgica. Não é estritamente necessário morrer antes de viver esta experiência

“Pai, agora já gosto de mangas”.

Aquele título na Fugas, poético e pujante, com a força de um rio correndo com pressa para o leito, e aquela história, tão cheia de ternura, de carinho, de saudade, como um doce riacho, a história que uma filha gostaria de contar ao pai, errando por lugares que o marcaram no seu trajecto de vida, na Guiné, surgia aos meus olhos como um raio de sol num dia de aguaceiros. Quando, na antecâmara de escrever, olhava as fotografias da Islândia, de paisagens que aguçavam a curiosidade e exacerbavam a inveja entre alguns dos meus amigos, quadros da natureza em toda a sua plenitude, sentia-me, a despeito desses retratos tão inspiradores, incapaz de os reproduzir através de uma escrita à qual também me faltavam vozes.

O texto, de uma beleza singular, estava assinado pela Sandra Silva Costa e, como a nascente desse rio que vai ganhando autoridade, sulcando o seu caminho, também eu me senti estimulado, pela primeira vez na vida, a transportar para o palco desta história um protagonista improvável – o meu filho.

Ao longo dos anos, o Rafael foi um companheiro de viagens, juntos percorremos mais de três dezenas de países, até que, entrando perigosamente na idade da adolescência, desviou os seus interesses – e como eu o compreendia. Por vezes, já órfão dessa companhia, recordava algumas das suas expressões, a primeira delas com apenas quatro anos, com uns bonitos caracóis e uma expressão mal humorada pintando-se-lhe no rosto, à saída de uma igreja, em Budapeste, um entre os muitos monumentos que visitara com o desinteresse natural numa criança daquela idade.

- Estou farto desta merda.

Tive de virar a cara para me rir.

Agora, seis anos depois da última viagem, convidava-me a convidá-lo para um regresso à estrada de uma vida que foi quase sempre feita de cumplicidade. Talvez como a de Sandra Silva Costa e o pai.

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O norte profundo

Quando Zara Vando chegou à cozinha do hostel, com uma respiração ofegante e uns olhos cheios de brilho, não perdeu tempo a libertar-se do gorro, do cachecol, das luvas, do blusão, da camisola de lã. Só depois, com um sorriso na moldura do rosto ainda afogueado, me atirou um breve olhar acompanhado de uma saudação, ao mesmo tempo que me pedia permissão para se sentar ao meu lado na mesa comprida de madeira.

Zara Vando, uma jovem francesa, viajara nos últimos dias pelo norte da Islândia, enquanto nós, eu e o Rafael, ainda nos preparavamos para percorrer todo o sul antes de errar por esse território onde a terra solta mais latidos do que uma matilha.

- Mágico.

Parecia fascinada, não me olhava nos olhos mas para cima, para o tecto, ou para o tampo da mesa, para qualquer recanto da cozinha acolhedora onde um e outro nos sentíamos gratos com o calor, como se cada um deles a ajudasse a rever memórias ou a encontrar as palavras que não lhe assomavam aos lábios.

- Mágico. É impossível descrever o que se sente, a força da natureza, o poder que dela emana, só ela tem protagonismo e nada mais.

Andrée-Anne Roy, canadiana (os voos entre a Islândia e o Canadá são baratos), junta-se à conversa sob o candeeiro que derrama uma luz pálida.

- No sul, onde há uma grande concentração de atracções, é o poder do turismo que se manifesta, se bem que há espaço para todos. Mas no norte, sente-se mais a solidão, o apelo à serenidade é constante, a paisagem, pelo menos para mim que gosto de fotografar, é mais inspiradora.

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Ainda me recordava deste diálogo quando, uns dias mais tarde, em Höfn, já um pouco cansado de um céu eternamente cinzento, fui recebido por um final de tarde de sol, quase sem nuvens, um disco como uma laranja madura, bem redondo e preparando-se para ser engolido perante o olhar assombrado de umas dezenas de turistas – dois deles, japoneses, com quem me cruzara na véspera, a duas centenas de quilómetros da vila onde agora nos reencontrávamos, cumprimentam-me e perguntam-me se já garanti alojamento.

Não. Está tudo esgotado. Para muitos viajantes, Höfn marca o final do percurso pelo sul da Islândia, antes do regresso à capital, alguns por falta de tempo, outros com receio do clima agreste que caracteriza o norte da ilha, o norte profundo que eu estava decidido a abraçar.

Não temos hotel mas haveremos de seguir mais para a frente, como viandantes intrépidos – eu por natureza, o Rafael mais por obrigação, porque não tem alternativa.

À hora do crepúsculo, com o sol incendiando tudo à sua volta, caminho ainda por Höfn antes de um jantar rápido numa mesa ao lado de três jovens mulheres que supostamente olhavam na minha direcção. Não demorei muito a perceber que era para o meu filho, provavelmente para os seus olhos azuis e para os seus fartos caracóis, que direccionavam as suas atenções.

Höfn, no fiorde conhecido localmente como Hornafjordur, por sua vez situado naquela que é talvez a região mais harmoniosa de todo o país, é uma pequena vila de pescadores (a agricultura também tem desempenhado um papel importante no seu desenvolvimento) como tantas outras na Islândia, desde há séculos habituada a acolher gente simples com paixão pelas coisas simples da vida. Com um pouco mais do que dois mil habitantes, dois museus interessantes e o popular festival anual Humarhatid (festival da lagosta), Höfn só há bem pouco tempo percebeu que, além da pesca, também poderia tirar partido da indústria do turismo, dada a sua proximidade face ao imponente glaciar Vatnajökull, o maior da Europa (8000 metros quadrados) e o terceiro maior do mundo, visível desde a vila onde é difícil localizar o centro, com algumas casas antigas (vale a pena admirar, próximo do porto, a histórica Gamlabúð, onde funciona um centro de visitantes e que também acolhe uma exposição sobre geologia, glaciares e cultura da região) e um maior número de edifícios que são um atentado à estética – Höfn é mais um produto dos tempos modernos do que uma herança do passado (as primeiras construções datam apenas de finais do século XIX). 

Em contraste, o porto é um caleidoscópio de cores e a área é rica  e variada em aves migratórias que, vindas da Escócia, fazem de Höfn a sua base entre os meses de Abril e Setembro, imitando alguns turistas que, partindo da vila, exploram a lagoa Jökulsár, o parque nacional Vatnajökull (também dá nome a uma cerveja local), entre outras atracções.

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Não há muito tempo uma das mais isoladas e onde o homem sentiu, como em nenhum outro lugar na ilha, tão profunda necessidade de se adaptar às alterações climáticas, desde os invernos rigorosos no passado ao aquecimento global no presente, a região de Vatnajökull, estendendo-se ao longo de 200 quilómetros, é uma das preferidas em todo o país para os adeptos das caminhadas e entusiastas da fotografia, tal a magnificência e a diversidade da paisagem, esculpida pelo glaciar Vatnajökull, que se oferece à contemplação: montanhas, lagoas glaciares com icebergues flutuantes, como a Jökulsárlón e a Fjallsárlón, praias de areia negra, renas e focas ou observação de papagaios-do-mar (a Islândia abriga 60 por cento da percentagem mundial e parece reinar uma espécie de obsessão da parte dos turistas para fotografar um lundi, como é conhecido em islandês) no cabo Ingólfshöfði.

Aurora, doce aurora boreal

O céu está salpicado de estrelas, não há nuvens, só as luzes do carro iluminam as trevas. De quando em quando, de onde em onde, um camião cruza-se connosco, agora que vamos a caminho de Djúpivogur. Por vezes instala-se o silêncio. O Rafael procura sintonizar as ondas da rádio pelo meio de uma onda positiva.

- Pai, só falta ouvir agora os Sigur Rós.

O Rafael sabe que eu gosto dos Sigur Rós.

A banda islandesa, conhecida pelas suas músicas que se eternizam, tem uma que ultrapassa todos os limites, estendendo-se por cerca de nove horas. No final da primeira parte da Route 1, nos derradeiros cinco minutos, surge, no vídeo, um cenário que não tardaremos a abraçar, tão silente, tão agreste e, ao mesmo tempo, tão reconfortante. O carro em que segue, alegadamente, a banda detém-se no cume de uma subida e ao fundo avista-se um hotel (a casa original foi construída por dois carpinteiros nos invernos de 1905 e 1906) onde, ainda a horas próprias, me insinuo, à procura de um quarto que me é oferecido, a um preço mais económico (um adjectivo que não faz muito sentido para a maior parte dos portugueses na Islândia) no hostel sob a mesma gerência, a poucos mais de 150 metros, no alto de uma colina pouco pronunciada.

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- Pai, a visibilidade é boa, as perspectivas de vermos a aurora boreal, hoje à noite, são animadoras.

Mesmo assim instala-se no quarto confortável, teclando no telemóvel com uma perícia que faria Chopin corar de vergonha.

No exterior, tendo como companhia um casal italiano e um vento cortante, que se entranha no corpo, recordo-me por instantes de episódios de viagens com a criança que é o rapaz que está no interior. Como na Bósnia e Herzegovina, tão marcada ainda pela guerra, de onde ligou para a avó materna.

- Nanda, Sarajevo é uma cidade histórica. Mas não há problema. Tem McDonald's.

Ele apenas se sentia atraído pelos bonecos.

Parece que um pintor decidiu colorir as trevas. De repente, olho o céu, ao mesmo tempo que o casal italiano, corro para o quarto desejando ser um atleta etíope e rogando a Deus, mesmo não sendo crente, que o artista não termine a sua obra.

O Rafael chega mesmo a tempo de ver o céu com as suas tonalidades verdes.

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A manhã despertou, o sol levantou-se com ela, sob uma imponderável luminosidade, anunciando um dia radioso. Uma casa em madeira, num vermelho vivo e com telhado negro, classificado como um dos mais antigos edifícios comerciais da Islândia, próximo do hostel que nos acolhera, abriga o centro cultural da comunidade de Djúpivogur, com a simplicidade do exterior contrastando com a riqueza do interior: há lugar para o museu Ríkardur Jónsson, o primeiro artesão de entalhes de madeira a graduar-se na Islândia e que viveu durante um período da sua vida em Djúpivogur antes de se mudar para a capital islandesa com a sua mulher e os seus quatro filhos; há também um espaço para o escritório de Eysteinn Jónsson, que nasceu e cresceu em Djúpivogur e que, mais tarde, como representante do Partido Progressista no Althing (o parlamento islandês), foi ministro e um dos mais influentes políticos do país durante quase meio século, num tempo em que a sociedade conhecia um rápido desenvolvimento e a ilha se tornou uma república; finalmente, o hall, onde funciona o museu de história, apresenta uma mostra de utensílios (balanças, contentores e ferramentas) em tempos usados no mar, em explorações agrícolas, no comércio, bem como um antigo projector de cinema e um tear horizontal.

A estrada bordeja o mar, o céu mantém-se azul, o cenário, tantas vezes vestido de branco, aqui e acolá de verde, convoca para momentos de silêncio, a boca apenas se abre para manifestações de espanto perante tão agradável desolação (não mais do que três habitantes por metro quadrado, numa área total equivalente a Cuba, 80 por cento dela desabitada). Por vezes, ainda que raramente, surge uma povoação com as suas casinhas coloridas aninhando-se no sopé de uma colina nevada, uma igreja de um branco imaculado, com o telhado e as janelas pintadas de um azul que se confunde com o do céu, como a da pacata aldeia de Stödvarfjordur, com menos de duas centenas de residentes e rodeada pelas imponentes montanhas Stedji, Hellufjall e Súlur, ricas em pedras e minerais e um forte contributo para o soberbo museu de Ljósbjörg Petra Maria, uma simpática senhora com 95 anos que iniciou a sua colecção (aberta ao público entre Maio e Outubro) em 1946.

Sigo para ainda mais para oriente, admirando fiordes tão magnificentes, com a sua toponímia tão exótica, Fáskrudsfjördur, Reydarfjördur, ignoro a informação de que uma estrada está cortada devido à neve, admiro as quintas solitárias, as renas caminhando sobre aquele manto branco, como uma noiva feliz arrastando o seu longo véu a caminho de uma igreja.

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Por Mývatn, Godafoss e Akureyri até à Kirkjufell
Lagos, cascatas e, finalmente, uma cidade

De regresso à Ring Road, a Nacional 1, como um anel à volta da ilha, mais de 1300 quilómetros que em teoria se podem percorrer num único dia, sinto-me grato quando, rasgando aquela serpente de asfalto tão pouco frequentada, posso plantar os olhos no branco ofuscante, até que, fechando as portas do carro, muitos quilómetros depois, escuto esse latido da terra, o fumo subindo no céu com as cortinas fechadas, tão carregado de negro e de cinzentos.

Nos meses de Verão, quando a ilha é inundada pela luz, em contraste com as trevas em que mergulha no Inverno, o lago Mývatn é o território de pesca das crianças sob um céu riscado por milhares de pássaros. Por estes dias, com a abóbada do mundo manchada, o Mývatn reveste-se de uma camada de neve e sente-se observado pelos turistas, na sua maior parte vindos em sentido contrário ao meu e ao do Rafael.

Admirável a coexistência entre água e o fogo, um pouco por toda a ilha, a esta hora em Mývatn, também famoso por, rivalizando um pouco com a congestionada lagoa azul, oferecer (que é como quem diz pagando) os seus banhos na cada vez mais popular Mývatn Nature Baths (também baptizada lagoa verde), onde não me sinto melhor do que em contacto com a natureza no seu estado puro.

Mývatn, com o lago inserido numa reserva natural que ocupa 4400 metros quadrados, que inclui o rio Laxá e os pântanos em redor, significa o lago (vatn) dos mosquitos (mý), tantos esperam o turista nos meses de Verão, mas de todo inexistentes por esta altura do ano, quando o lago eutrófico e pouco profundo, tão próximo do vulcão Krafla e situado numa zona de forte actividade vulcânica, se deixa apreciar quase órfão de visitantes.

Ao fundo, perdendo-se naquela mortalha gigante, avisto outra vez a serpente, o alcatrão sulcando a neve, indicando-me o caminho para a Godafoss, uma das mais espectaculares cascatas da Islândia, caindo de uma altura de 12 metros, a cascata dos deuses, para onde foi lançada a dúzia de divindades norueguesas no ano 1000, quando Thorgeir Thorkelsson, chefe de clãs e homem de leis, pelo menos é o que dizem, se destacou por estar na origem da cristianização da Islândia.

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Caminho, acompanhado do Rafael, pelo meio da neve, ao encontro daquela paisagem tão bela e ruidosa, a água despenhando-se para aqueles 30 metros de largura, um frio glaciar que me faz desejar o conforto de um hostel como o que vamos encontrar, daí a pouco tempo, em Akureyri, a primeira verdadeira cidade que nos recebe, tantos quilómetros depois, desde que saímos de Reykjavik.

Nos semáforos, um coração vermelho destaca-se, é sinónimo de amor próprio dos islandeses pelo país, remonta ao tempo da crise económica, em 2008, quando se exigia uma energia positiva, que enfatizasse tudo o que realmente interessava, uma iniciativa com um efeito de contágio que se estendeu, entre outros aspectos, às janelas decoradas com corações vermelhos feitos de flores e onde se pode ler “forget me not”, para que os erros dos políticos não sejam esquecidos e muito menos a angústia da população por esses dias.

Akureyri é a capital do norte da Islândia, uma cidade no verdadeiro sentido do termo para um país entregue ao deserto após uma visita a Reykjavik, onde os sinais e não apenas os corações estão tão presentes, uma dádiva pela celebração dos 150 anos de uma existência que conduz o visitante ao longo de antigas casas, através das histórias da praça Rádhústorg e, de passo em passo, até desembocar na parte antiga.

Naquela noite, a despeito de tantas luzes caindo sobre Akureyri, o Rafael e eu voltámos a ver o artista a pintar de novo o céu de verde, uma manifestação de beleza tão fugaz (ou menos visível daquele ponto tão pouco estratégico para observar o fenómeno) mas sublime, inspiradora e assim se perpetuando até, tantos quilómetros mais tarde, alcançar o sopé da Kirkjufell, na remota península de Snæfellsnes, também conhecida por miniatura da Islândia, de tal forma é uma amostra, em escala reduzida, de tudo o que o país pode oferecer, em termos de paisagem, ao turista.

Vulgarmente designada montanha da igreja, por força da sua forma geograficamente perfeita, a Kirkjufell levanta-se, como baluarte da natureza, é muito mais do que um ícone vista da cascata; poderosa, sobe no céu azul e aos seus pés tudo se estende de branco, esperando essa noiva feliz que arrasta esse imenso véu, recordando esse adjectivo que na Islândia nunca assume contornos de lugar comum – mágico.

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Agora percebia aquela aparente gaguez de Zara Vando naquela cozinha tão preenchida de calor. De volta à Route 1, passo por Akranes, para admirar os famosos faróis junto ao porto e a meio da tarde, já em Reykjavik, volto a cruzar-me com as três jovens que encontrara em Höfn – e elas insistem em fitar o Rafael. Nessa noite, ele preparou o jantar.

- Pai, então, qual é a próxima?

Mas eu ainda me sentia tão inebriado pela força e a magia da Islândia que não conseguia pensar em mais viagem nenhuma.