Instagram: eles são os novos exploradores portugueses

Vivem com o passaporte no bolso — e a casa às costas — e habituaram-se a mostrar o seu mundo através do Instagram. Não sabem muito bem onde vão estar em 2018, mas partilham uma certeza: viagens não vão faltar.

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Paulo Azevedo e Sofia Cruz não partilham tudo o que se pode visitar num destino. Escolhem as paragens onde melhor se sentem. "Às vezes são as viagens mais simples que nos fazem felizes e não é preciso ir muito longe de casa". Em 2017, fotografaram a Croácia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina, fizeram uma escapadinha a Nantes e ao Monte Saint-Michel e ainda à Andaluzia (incluindo o Caminito del Rey). Também estiveram na Jordânia, graças ao prémio da Momondo para o blogue mais votado pelo público (categoria Open World). E para 2018 têm no calendário o Irão e a Patagónia.

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Continuamos a acompanhar as viagens — e as reportagens — de Daniel Rodrigues, vencedor World Press Photo em 2013, através da sua conta de Instagram. "2017 foi muito bom!", resume, entusiasmado, à Fugas. "Fiz mais viagens do que esperava e foi um ano de muito trabalho". Daniel realizou sonhos, como os de ir a São Tomé e à Índia, e concretizou trabalhos novos. "Tudo o que uma pessoa quer, não é?". Daniel Rodrigues assinala três continentes para 2018: América, África e Ásia. Está a planear a mais longa jornada de comboio (da Estação de São Bento, no Porto, até Ho Chi Minh, no Vietnam), que durará três semanas. "Vou passar por muitos países e muitas culturas diferentes". Relativamente ao jornalismo, o fotógrafo ainda não sabe qual será a sua próxima grande história. A de 2017 foi no Bangladesh e está prestes a ser publicada.

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Anabela e Alexandre já visitaram mais de 70 países e são adeptos do conceito de "viajar devagar" e sempre de forma independente. "Uma viagem não é uma corrida de velocidade", escrevem no seu VagaMundos. Em 2017 andaram pela Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega, onde vão regularmente por razões profissionais), norte da Alemanha (Hamburgo), Espanha (Galiza e Andaluzia), Jordânia, Turquia, Vietnam e Camboja. "E por Portugal, claro", escrevem à Fugas. "Por razões pessoais e profissionais" tiveram de cancelar o maior projecto (ir por terra de Bogotá até à Cidade do México), três meses na estrada que tentarão recuperar em 2018. No primeiro semestre do ano que se avizinha contam ir até ao Sul da Itália (Nápoles, Costa Amalfitana...) e aos Balcãs (vão começar em Sofia, na Bulgária, e terminar em Belgrado, na Sérvia, passando pela Albânia, Macedónia, Montenegro, Bósnia, Croácia e Eslovénia). "Como somos frequentemente convidados para visitar alguns destinos temos muitas vezes que refazer os planos. Mas nós gostamos de ser surpreendidos. De uma coisa estamos convencidos, 2018 vai ser um ano com muitas viagens."

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Para Gonçalo Figueiredo, 2017 foi um ano "mais dedicado a Portugal". Passou dez dias no Açores para, depois de meio ano a planear e a treinar, fazer a primeira travessia completa do Douro português em SUP. "Foram 350 km no total, desde Salto do Castro, em Espanha, num total de 14 dias", traçou à Fugas. Para 2018 tem o Botswana e a Escócia assinalados no mapa. "Também não faltarão viagens por cá".

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A Fugas acompanhou a primeira viagem de 2017 de Rui Batista (foi à Argélia). E o ano terminou com uma "surpreendente visita à marcante Sicília". Isto sem esquecer a "soberba" Islândia e o "estimulante" Sri Lanka, viagens que este viajante partilhou, no terreno, com seguidores do projeto Bornfreee. "Foi bom regressar e explorar melhor alguns destinos europeus como a pouco explorada Bulgária ou a muito turística República Checa". E 2018? "Prepara-se para ser, novamente, um ano de viagens marcantes", responde Rui, 105 países no passaporte. "Começarei em Fevereiro no Sudão e no fim de Março sigo para o Uzbequistão, onde espero voltar em Junho para me aventurar no Rali da Ásia Central, um roteiro solidário que começa na Rússia e passa ainda pelo Cazaquistão, Tajiquistão e termina no Quirguistão". Setembro deve marcar o seu regresso à Argélia e Novembro à Tanzânia, estando em aberto viagens pelos inexplorados Malawi e Zâmbia.

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No ano que agora termina, Jorge Vassallo deu "as voltas do costume no Sudeste Asiático". "Feitas as contas, foi quase meio ano no Myanmar, Vietname, Cambodja, Laos e Tailândia. Também passei meio mês na Indonésia, onde fiz uma travessia de 15 dias de mota na ilha das Flores", enumera à Fugas o protagonista de Fui Dar Uma Volta. E ainda uma "roadtrip" na Islândia, outra por Espanha e França. E ainda "umas voltas por Portugal". Em 2018 há mais do mesmo. "Mais voltas ao Sudeste Asiático". E um sem número de explorações. Jorge conta passar um mês na Índia, umas semanas na Colômbia e, "quem sabe", alguns países à volta. "Gostava muito de me estrear no Japão. Preciso de me organizar", diz este explorador, a pensar numa viagem de Vespa em Portugal para promover o seu novo livro, "De Vespa na Índia", o primeiro de uma trilogia "Tudo É Possível", a lançar no início do ano.

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2017 levou Rita da Ásia à América Central. Na Ásia, nomeadamente no Sri Lanka e Indonésia, foi onde passou mais tempo e onde a levaram as aventuras da Nomad como líder de viagens. "Ilhas e arquipélagos são sem dúvida a minha praia", comenta. "Num contexto mais pessoal rumei à América Central (Guatemala e Belize), onde me deixei maravilhar pela cultura maia, as suas gentes, os frijoles e as paisagens espectaculares que vão desde praias e lagos a selvas luxuriantes, passando por vulcões e nadando com tubarões no Mar do Caribe". Mesmo com o calendário cheio de viagens a outros continentes, Rita reserva sempre tempo para explorar Portugal. Desta vez deu "um pulo aos Açores", a São Miguel, onde em oito dias correu trilhos, procurou cascatas, lagoas e poças termais e experimentou a "deliciosa gastronomia da ilha". Ainda deu um pulo a Madrid, "onde amigos e convívio são uma desculpa ideal para tapas, boa cerveja e exposições fotográficas de referência". Os planos dela "mudam constantemente". Por isso não sabe o que 2018 trará. Vai começar o ano numa praia do Índico no Sri Lanka, onde regressará novamente em Março. "Tenho muita vontade de ir ao Irão, destino que já ando a namorar há algum tempo, e, do outro lado do mundo, a Colômbia chama por mim. Gostaria de regressar a África. Nos últimos meses tenho pensado muito na Guiné-Bissau."

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João Leitão está "fora de casa desde Janeiro" — a sua casa é desde 2006 em Marrocos. Passou seis meses na Polónia e a viajar por Turquia, Alemanha, Hungria, Egipto, Sudão, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Líbano, Albânia, Ucrânia, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão. "Estou neste momento a fazer algumas cidades importantes da rota da seda no Uzbequistão antes de começar a viajar por alguns países do Médio Oriente", enumera à Fugas num dos momentos em que teve acesso à Internet e numa pausa da sua aventura a bordo de uma auto-caravana. "Viajar com uma auto-caravana é sempre uma experiência gratificante", escreve o seu site. "A liberdade de viajarmos por onde quisermos, muitas vezes por puro impulso, dormirmos onde nos apetecer e escolhendo o momento em que partimos para outro local faz desta forma de viajar a solução ideal para quem tem uma alma independente e gosta de se mover ao sabor do vento". Também por isso, explica à Fugas, "o itinerário pode sempre mudar dependendo dos vistos", explica. "Não tenho nenhum plano concreto para 2018 na verdade. Nunca costumo ter em viagens longas. O que virá, virá."