Guatemala também muda embaixada para Jerusalém

Seguindo os passos de Trump, o Presidente da Guatemala anunciou que vai mudar a embaixada de Telavive

Foto
Reuters/JORGE DAN LOPEZ

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, afirmou no Facebook que deu instruções para mover a embaixada em Israel de Telavive para Jerusalém, depois de falar com o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu.

É o segundo país a fazê-lo, depois de o Presidente Donald Trump ter anunciado a mudança da embaixada dos EUA, o que provocou uma resolução de condenação na Assembleia Geral das Nações Unidas apoiada por 128 países – entre os países que votaram contra esteve a Guatemala.

Em Israel, o presidente do parlamento, Iuli Edelstein, teceu elogios ao Presidente guatemalteco. "Felicito o meu amigo [Morales] por esta decisão corajosa", escreveu Edelstein no Twitter. "A sua decisão prova que o senhor e o seu país são verdadeiros amigos de Israel."

A Guatemala e as Honduras apoiaram os EUA na decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. No caso da Guatemala, a data da transferência da embaixada ainda não tem data, mas o embaixador guatemalteco em Israel garantiu, em declarações a uma rádio israelita, que "acontecerá depois" de os EUA mudarem a sua embaixada para Jerusalém.

A ministra da Justiça de Israel também agradeceu a "decisão corajosa" da Guatemala, país que tem uma forte dependência da ajuda americana. Trump ameaçou cortar os apoios aos países que apoiassem a resolução na ONU.

A resolução – que não tem carácter vinculativo – foi aprovada com 128 votos a favor, nove contra, e 35 abstenções. Os países que votaram contra foram, além de Israel, Guatemala, Honduras, Micronésia, Nauru, Togo, Palau, e as ilhas Marshall.

Já entre as abstenções estiveram, entre outros, a República Checa, Polónia, Hungria, Croácia, Colômbia, República Dominicana, Austrália e Canadá.

A questão de Jerusalém é uma das razões que travam um acordo de paz entre palestinianos e israelitas. Jerusalém já teve várias embaixadas de países próximos de Israel, mas todas acabaram por se mudar para Telavive. Uma mudança da embaixada americana seria um sinal concreto de que os EUA reconhecem a pretensão de Israel em ter  Jerusalém como capital "eterna e indivisível", ignorando a pretensão dos palestinianos a terem a capital de um futuro Estado em Jerusalém Oriental.

Sugerir correcção