Familiares e amigos de Américo Sebastião reúnem-se junto à Embaixada de Moçambique

Os familiares e amigos do português desaparecido em Moçambique em 2016 vão reunir-se esta sexta-feira às 17h junto à Embaixada de Moçambique por Américo e todos os desaparecidos.

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No final do mês de Novembro, Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, escreveu numa carta oficial que o serviço de acção externa da União Europeia está a acompanhar o caso do empresário português desaparecido LUSA/WAEL HAMZEH

Esta sexta-feira, às 17h, os familiares e amigos de Américo Sebastião, o cidadão português desaparecido há 17 meses em Moçambique, vão reunir-se em vigília junto à Embaixada de Moçambique em Lisboa, “apelando às autoridades moçambicanas que colaborem na libertação e no retorno à sua família e ao seu país daquele desaparecido forçado”, lê-se no comunicado divulgado pela eurodeputada Ana Gomes.

O empresário está desaparecido desde 29 de Julho de 2016, depois de ter sido levado por desconhecidos em Sofala. Em Março, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, acusou elementos das Forças de Defesa e Segurança de terem raptado o empresário português. "Segundo os relatos, aquele cidadão chegou ali às bombas [de combustível], parece que para abastecer o carro, chegaram as forças da FADM [Forças de Defesa Segurança] e FIR [Forças de Intervenção Rápida] e pegaram-no, como se fosse brincadeira. Todas as pessoas assistiram", afirmou Afonso Dhlakama em entrevista ao semanário Canal de Moçambique.

A família indica acreditar que se trata de um rapto levado a cabo “por elementos das Forças de Segurança moçambicanas” e que todos os esforços levados a cabo por si e “pelas autoridades portuguesas no sentido de obter respostas e cooperação efectiva das autoridades moçambicanas para determinar o seu paradeiro e promover o seu regresso a Portugal têm sido infrutíferos”, lê-se no comunicado.

Nesta quadra natalícia, a segunda sem a companhia de Américo Sebastião, a família e amigos pedem solidariedade para que se juntem a esta vigília e apelam “às autoridades portuguesas para que se empenhem cada vez mais activamente na resolução do caso e esperando sensibilizar as autoridades moçambicanas para que investiguem, deixem investigar ou esclareçam onde se encontra Américo Sebastião, permitindo assim que ele seja libertado e possa rapidamente reunir-se à família e amigos”.

No final do mês de Novembro, Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, escreveu numa carta oficial que o serviço de acção externa da União Europeia está a acompanhar o caso do empresário português desaparecido e a pressionar Maputo para que informe Lisboa sobre a investigação.